Apesar de comunicado do Exército ter informado que Dutra deixou Comando em 16 de fevereiro, militar continuou no cargo
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Apesar de ser acusado de proteger os golpistas que invadiram os prédios dos Três Poderes da República em 8 de janeiro, o general Gustavo Henrique Dutra de Menezes (foto em destaque) só deixou oficialmente o Comando Militar do Planalto nesta terça-feira (11/4). A exoneração só foi publicada agora no Diário Oficial da União (DOU).
Veja:

Decreto de 10 de abril de 2023, publicado nesta terça-feira (11/4)
Relatos de policiais militares dão conta de que, sob o comando de Dutra, o Exército impediu as ações contra o acampamento golpista instalado em frente ao Quartel-General da Força em Brasília. Além disso, após o vandalismo no dia 8 de janeiro, Dutra teria impedido que os golpistas que voltavam para as barracas fossem presos.
Com Dutra desgastado, em 16 de fevereiro o Exército emitiu um comunicado informando que o general seria retirado do Comando Militar do Planalto. Entretanto, o Ministério da Defesa só publicou a exoneração do militar de alta patente nesta terça. O fato ocorre apenas depois que a Polícia Federal intimou o fardado para depor.
Apesar do comunicado o retirando do cargo em fevereiro, durante esse tempo Dutra continuou despachando como chefe do Comando Militar do Planalto. No fim de março, há decretos sob a assinatura do general nomeando e exonerando servidores.
Depoimento de militares
A Polícia Federal intimou cerca de 80 militares para depor sobre os atentados de 8 de janeiro nesta quarta-feira (12/4). Entre eles, o general Dutra de Menezes. Também foram chamados militares do Batalhão de Guarda Presidencial, responsável pela segurança do Palácio do Planalto.
(metropoles)
