Bestializado pelo governo do povo



 

Os poderosos desiguais poderão ficar mais uniformemente desiguais do que os não-iguais. Segundo informa o portal Poder 360, o governo Lula quer incluir no orçamento do próximo ano o pagamento de passagens aéreas semanais para os 38 ministros da administração federal e os 11 magistrados do Supremo Tribunal Federal.

A extensão do privilégio, com a emissão de mais oito passagens mensais para 49 marajás brasilienses (com valor em torno de 20 mil “per capita”), virá acompanhada por mais uma fineza com o dinheiro do povo: não será mais exigido justificar a viagem com alguma necessidade de trabalho. Essas passagens poderão ser usadas também para lazer (que marajá não é de ferro, ora pois).

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Essa exigência é feita atualmente aos destinatários dessa mordomia (dentre várias): os 81 senadores e os 513 deputados federais, a pretexto de manter contato com suas bases políticas. Em tese, não é alegação que pelo menos os ministros do STF possam apresentar, se não fosse eliminada a barreira burocrática (afinal, o STF não é um partido político nem é composto pela votação popular).

Quando se trata da nomenklatura, os deveres são exigidos em tese e descumpridos na prática, princípio adotado pelos parlamentares para se aproveitar das brechas da lei e viajar à vontade. É mais uma medida adotada pelo governo do povo, beneficiando agora 632 marajás, que deixa o indigitado boquiaberto. Ou, como na transição relâmpago do império para a república, bestializado. E com o bolso mais furado do que antes.

(lucioflavio)

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