Paulinho da Força vê acordo para derrubar veto de Lula: 'Interessa a todos'



O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) critica o veto do presidente Lula à redução da pena de Jair Bolsonaro, argumentando que ele tem forte apoio no Congresso, e afirma que o governo opta por acirrar tensões em vez de buscar pacificação, durante o UOL News, do Canal UOL.

Segundo Paulinho, a derrubada do veto é prioridade do Congresso no início do ano, com apoio de diferentes partidos. Ele avalia que, mesmo se a disputa for ao Supremo Tribunal Federal (STF), a maioria dos parlamentares não teme o resultado. Para o deputado, é possível um acordo para a derrubada do veto, ao mesmo tempo em que se esfria um clima para uma CPI do Master.

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É lamentável que o Lula tenha vetado um projeto [da dosimetria] que teve tanto apoio no Congresso e que, ao invés de trabalhar pela pacificação do país, ele trabalha pelo conflito, pelo confronto. E por isso acho que vetou o projeto. E agora? O trabalho que a gente tem neste início de fevereiro aqui, começo de março, é derrubar o veto para que a gente possa soltar aquelas pessoas que estão presas e que o Bolsonaro e os demais que foram considerados mandantes possam discutir a sua situação em outros patamares.Paulinho da Força

Paulinho também comentou sobre a possibilidade de instalação da CPI do Master, demonstrando ceticismo quanto ao avanço da pauta neste momento. Ele aponta que só um acordo entre os parlamentares viabilizaria a votação do veto e evitaria que outras discussões atrapalhassem a pauta prioritária do Congresso.

Acho que CPI do Master não vai acontecer. Não vai acontecer. Pelo que eu tenho conversado, acho muito difícil isso andar pra frente. Acho que vai ter que ter um acordo ali para que se possa derrubar o veto, que interessa a todos. A todos não, menos à esquerda, porque o Lula vetou, mas interessa à maioria do Congresso e eu acho que isso é possível fazer. É para isso que estamos trabalhando.Paulinho da Força

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'Muito difícil aprovar o 6x1 a toque de caixa', diz Paulinho da Força

Paulinho da Força avalia que a PEC do 6x1, que reduz jornada para 40 horas, não deve avançar rapidamente em 2026; deputado aponta calendário apertado e defende mais debate antes de votar mudanças trabalhistas.

Eu acho muito difícil você conseguir debater uma proposta daquele tamanho até junho, porque a partir de julho praticamente o Congresso para na eleição. Portanto, eu acho que um projeto dessa magnitude não conseguiria aprovar a toque de caixa no Congresso Nacional, até porque é uma proposta que muda o trabalho, é uma área que eu conheço muito e eu acho que é muito difícil botar um projeto nessas condições. O governo quer de todo jeito, e a toque de caixa no Congresso Nacional.Paulinho da Força

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(uol)




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