PF desencadeia megaoperação em 16 estados e prende líder do Comando Vermelho na Bolívia




O avanço das facções criminosas no Brasil voltou a acender o alerta das autoridades após a Polícia Federal deflagrar uma megaoperação nacional contra o crime organizado em 16 estados e, quase ao mesmo tempo, prender na Bolívia um dos principais líderes do Comando Vermelho. As ações revelam a dimensão do poder das organizações criminosas, que hoje atuam de forma interestadual e internacional, movimentando tráfico de drogas, armas, lavagem de dinheiro e controle territorial em diversas regiões do país.

A chamada Operação Força Integrada II mobilizou a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, forças estaduais e as FICCOs — Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado — para cumprir dezenas de mandados de prisão e busca e apreensão em estados como Rondônia, Acre, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Paraná e Santa Catarina. Segundo as autoridades, o objetivo é desarticular quadrilhas envolvidas com tráfico de drogas, comércio ilegal de armas, lavagem de capitais e crimes violentos.

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Em Rondônia, a ofensiva atingiu diretamente organizações criminosas com atuação em Porto Velho, apontadas como responsáveis por controle territorial e diversos crimes graves. Em outros estados, as operações miraram esquemas milionários de lavagem de dinheiro, uso de empresas de fachada, tráfico interestadual e até movimentações internacionais ligadas ao narcotráfico.

Paralelamente, uma operação internacional realizada em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, resultou na prisão de Kleber Nóbrega Pereira, conhecido como “Kekeu”, apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho com atuação na Bahia e no Rio de Janeiro. A ação contou com integração entre a Polícia Federal brasileira e forças bolivianas de combate ao narcotráfico.

De acordo com as investigações, o criminoso vivia em uma residência de alto padrão avaliada em milhões de reais e mantinha atuação estratégica para o fortalecimento da facção fora do Brasil. A prisão reforça a preocupação das autoridades com a expansão internacional das organizações criminosas brasileiras, especialmente em países de fronteira usados como rota para tráfico de drogas e esconderijo de líderes foragidos.

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As duas operações expõem um cenário cada vez mais grave na segurança pública brasileira. Facções criminosas ampliam influência sobre comunidades, sistemas prisionais e rotas internacionais do narcotráfico, enquanto o poder público tenta reagir por meio de ações integradas e cooperação internacional. Especialistas alertam que o fortalecimento dessas organizações representa ameaça direta ao Estado, à economia e à população, exigindo atuação permanente das forças de segurança e políticas eficazes de combate ao crime organizado.

Fonte: noticiastudoaqui.com.br

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