Barroso nega pedido de Carlos Wizard para barrar condução coercitiva



 

O ministro Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), rejeitou nesta 6ª feira (18.jun.2021) pedido para barrar a condução coercitiva do empresário Carlos Wizard na CPI da Covid. Em decisão, o magistrado afirma que não houve abuso na medida solicitada pela comissão.

Na 5ª feira (17.jun), a PF cumpriu um mandado de condução coercitiva contra Wizard em Campinas (SP). Em manifestação à Justiça obtida pelo Poder360, o delegado Flavio Veitez Reis afirma que agentes foram até a casa do empresário e na sede de uma empresa, mas não o encontraram.

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Wizard deixou o Brasil no dia 30 de março, em voo com destino à Cidade do México. O destino final eram os Estados Unidos, onde ele está até hoje.

A condução coercitiva havia sido determinada pela juíza Márcia de Oliveira, da 1ª Vara Federal de Campinas, a pedido da CPI da Covid, presidida pelo senador Omar Aziz (PSD-AM). O congressista havia dito que recorreria à Justiça para obrigar Wizard a comparecer na CPI.

Ao saber do mandado da PF, a defesa de Wizard recorreu ao STF pedindo a Barroso para mandar a comissão se abster de cobrar a condução coercitiva do empresário e a entrega de seu passaporte. Os advogados dizem que ele não compareceu à CPI por não ter tido tempo hábil de retornar ao Brasil.

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Barroso, porém rejeitou o pedido e afirmou que as medidas adotadas pela CPI não configuram abuso. Eis a íntegra da decisão (144 KB).

As providências determinadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito, no sentido do comparecimento compulsório do paciente, estão em harmonia com a decisão por mim proferida. Naturalmente, se houver qualquer espécie de abuso na sua execução, poderá o impetrante voltar a peticionar. Mas, por ora, este não é o caso“, escreveu.

O ministro afirmou que desde maio já se discutia a convocação de Wizard, mas a defesa somente pediu ao STF para prestar um depoimento virtual no dia 15 de junho, 2 dias antes da oitava marcada no Senado. O processo chegou ao gabinete do ministro no dia seguinte.

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Três horas depois já estava decidido. De modo que, se houve demora, foi do próprio impetrante. De fato, convocado no dia 8.06.2021, levou uma semana para tomar a iniciativa“.

Carlos Wizard é apontado como um dos líderes do chamado “gabinete paralelo“,grupo de aconselhamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para o enfrentamento da pandemia e que teria incentivado o uso de medicamentos sem comprovação de eficácia contra covid-19.

(Poder360)



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