Câmara de Jaru aprova aumento salarial de forma sorrateira e vereador quase apanha



A Câmara dos Vereadores de Jaru protagonizou, na última sessão, um episódio que levanta sérias dúvidas sobre a transparência e o compromisso do Legislativo Municipal com a população local. Em uma manobra inusitada, os vereadores aprovaram os projetos de lei nº 439 e nº 440, que estabelecem reajustes progressivos nos salários das autoridades municipais, incluindo o pagamento de um 13º subsídio anual.

O processo foi marcado por atitudes questionáveis. Primeiramente, a votação ocorreu antes das oito hoas, um horário incomum e nunca praticado no Legislativo Municipal, que é historicamente conhecido por seus atrasos nas sessões. Esse fato surpreendeu não só os munícipes interessados em acompanhar o debate, mas também levantou suspeitas de que o objetivo era evitar o escrutínio público e a participação da sociedade civil.

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Além disso, os projetos não passaram pelas comissões pertinentes, violando princípios básicos do devido processo legislativo. Isso significa que não houve tempo suficiente para análise técnica ou debate amplo sobre o impacto financeiro das medidas. Vale ressaltar que o reajuste e o pagamento extra aprovado impõem um impacto significativo no orçamento municipal, em um momento em que muitos municípios enfrentam desafios para equilibrar suas contas e atender demandas essenciais, como saúde, educação e infraestrutura.

O que chama ainda mais a atenção é que, em vez de adotar um processo transparente e responsável, os vereadores optaram por um procedimento apressado e, aparentemente, calculado para evitar críticas públicas. Essa postura contraria o dever ético dos representantes do povo, que deveriam atuar em prol dos interesses coletivos, e não de benefícios próprios.

A população de Jaru, que tem direito a um Legislativo comprometido com a fiscalização do Executivo e a promoção de políticas públicas eficientes, está sendo deixada de lado em um momento crucial. Medidas como essas, tomadas de forma abrupta e sem diálogo, enfraquecem a confiança nas instituições e distanciam ainda mais os cidadãos da política local.

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Fonte blogentrelinhas

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