Confúcio Moura defende fortalecimento da AgSUS e a integração dos Programas Médicos pelo Brasil e Mais Médicos



Para o parlamentar, a Agência é o instrumento fundamental para operacionalizar os Programas e oferecer segurança jurídica e trabalhista para as carreiras dos profissionais que neles atuam

 

Em discurso na tribuna do Senado Federal nesta semana, o senador Confúcio Moura (MDB-RO) defendeu o fortalecimento da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS como forma de garantir a operacionalização dos Programas Médicos pelo Brasil e Mais Médicos. Segundo Confúcio Moura, sem a Agência o Ministério da Saúde não teria como fazer com que estas políticas cheguem nos rincões do País.

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A Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde - AgSUS foi criada para dar suporte operacional nas áreas de Atenção à Saúde Indígena e na Atenção Primária à Saúde. No caso da Atenção Primária, a AgSUS opera por meio do Programa Médicos pelo Brasil. As ações específicas da Agência são definidas pelo Ministério, responsável também pelo orçamento da Agência.

 

“A criação da AgSUS foi a saída que o governo Dilma encontrou para operacionalizar o Mais Médico. Na época, a instituição foi chamada de Agência para o Desenvolvimento da Atenção Primária à Saúde – ADAPS, criada por meio de Medida Provisória, em 2019. Eu fui o relator do projeto e vi nele uma opção para vencermos a demora na realização de concurso e oferecer melhores condições de trabalho aos profissionais de saúde. Embora com muita resistência, aprovamos a criação da ADAPS. E estou mais convencido de que a Agência, com qual nome tenha, é de extrema importância para o Brasil”, afirmou Confúcio Moura.

 

Além de ser um instrumento para agilizar os processos de contratação de profissionais médicos, a AgSUS pode gerenciar programas e projetos em áreas remotas, não atendidas pelo sistema de saúde convencional. “Ao contrário dos críticos da época, que diziam que o governo queria privatizar a saúde, a Agência é um braço mais longo do Ministério da Saúde, chega aonde a estrutura atual da Pasta não chega”, continuou o senador.

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“Imaginem se fosse o próprio Ministério da Saúde que cuidasse dos hospitais universitários espalhados pelo Brasil, como seria difícil operar a implantação e a manutenção deles. A única maneira de interiorizar o profissional médico foi através do Mais Médicos e agora com o Médicos pelo Brasil e isso ajudou muitas prefeituras, porque esse médico é pago pelo Ministério da Saúde, pelo Governo Federal; um programa maravilhoso”. Esclareceu Confúcio Moura.

 

Para o parlamentar, com a gestão da AgSUS, os profissionais que atuam no Programa Médicos pelo Brasil, no Programa de Atenção Primária à Saúde e no Programa de Saúde Indígena tem mais segurança trabalhista, pois deixam de ser bolsistas e passam a ser celetista, com direitos não existentes até então.

 

“Com a integração dos dois programas – Mais Médicos e Médicos pelo Brasil – sob a gestão da AgSUS, os profissionais do Mais Médicos, que eram bolsistas, passam a ser contratados por processo seletivo e serão efetivados como celetistas, o que lhes darão mais segurança e os igualarão aos profissionais do Médicos pelo Brasil”, afirmou Confúcio Moura.

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Em relação às eventuais perdas para as carreiras dos profissionais que já atuam no Programa Mais Médicos, Confúcio Moura afirmou que isso não ocorrerá. “Não haverá nenhuma perda. Ao contrário. O que se busca é a isonomia laboral entre os profissionais dos dois programas, optando-se pelo modelo de maior segurança jurídica e trabalhista. Isso permitirá, inclusive, que os profissionais possam transitar entre um Programa e outro, conforme a necessidade do Ministério da Saúde”, concluiu o parlamentar.

fonte assessoria



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