A “Rachadinha de Natal”




A rachadinha é uma das modalidades de corrupção mais presentes no submundo da política brasileira. Aqui e acolá estoura uma denúncia envolvendo o desvio de recursos públicos. Apesar de não está explicitamente configurada no Código Penal Brasileiro, a rachadinha enquadra-se mesma categoria de crimes como peculato, concussão ou enriquecimento ilícito.

A rachadinha ocorre quando o assessor repassa parte do salário para o parlamentar, como exigência para a função. Há quem diga que existem vários tipos de rachadinhas no Brasil. Algumas bastante conhecidas da opinião pública. Já ouvi relatos de rachadinhas com os mais variados nomes, mas a “Rachadinha de Natal”, garanto, era novidade, pelo menos até a semana passada, após demorada conversa com alguém que se movimenta com certa desenvoltura pelos meandros da política.

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Segundo informação, essa modalidade de rachadinha ocorreria com mais frequência entre os meses de novembro e dezembro. O parlamentar solicitaria ao DRH a exoneração do assessor. Depois, mexeria os pauzinhos, recorreria a contatos e influencias para viabilizar o pagamento de todos os direitos do exonerado, que, posteriormente, dividiria a grana com o chefe, com a promessa de que retornaria à função no mês de janeiro, com o mesmo salário e, claro, desfrutando ainda mais da confiança do padrão para novas investidas contra o patrimônio público.

Isso não quer dizer que todos os políticos compactuam com essa esculhambação. Por isso, não é justo colocar todo mundo no mesmo balaio de gatos. É sabido que em todos os segmentos da sociedade há bons e maus profissionais. Boas e más pessoas existem em todos os lugares. Na seara politica não seria diferente, mas é sempre bom separar o joio do trigo para não cometer injustiças.


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