
A corrida eleitoral para o Governo de Rondônia começa a ganhar forma e já reúne pelo menos nove pré-candidatos interessados em disputar o comando do Executivo estadual no Palácio Rio Madeira. O cenário político ainda está em fase de articulações partidárias, mudanças de legenda e definição de alianças, mas nomes importantes já se movimentam nos bastidores e iniciam agendas de pré-campanha.
Entre os postulantes estão o senador Marcos Rogério (PL), o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB), o vice-governador Sérgio Gonçalves (União Brasil), o prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD), o advogado Samuel Costa (Rede), o ex-deputado federal Expedito Netto (PT), o empresário Rafael Claros (MDB), além dos delegados Rodrigo Camargo (Republicanos) e Flori Cordeiro (Podemos).
Largada da pré-campanha
O senador Marcos Rogério aparece como um dos primeiros a iniciar oficialmente a mobilização política. Ele lança sua pré-campanha neste sábado (14), em evento marcado para o Clube Vera Cruz, em Ji‑Paraná, considerado um de seus principais redutos eleitorais. O ato contará com a presença do senador Flávio Bolsonaro, reforçando a estratégia de mobilização da base conservadora.
Possíveis mudanças partidárias
O ex-prefeito Hildon Chaves confirmou que mantém a intenção de disputar o governo, mas avalia convites para deixar o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e migrar para legendas como o União Brasil ou o Republicanos, numa tentativa de ampliar espaço político e fortalecer sua candidatura.
Já o vice-governador Sérgio Gonçalves afirma que é pré-candidato, mas seu futuro político depende diretamente da posição do governador Marcos Rocha (PSD), que ainda não definiu publicamente qual nome deverá apoiar na sucessão estadual.
Candidaturas em preparação
Outro nome que se movimenta é o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD), considerado próximo ao governador. Ele se prepara para deixar o cargo no início de abril, dentro do prazo de desincompatibilização eleitoral, para lançar oficialmente sua pré-campanha com a presença do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
O advogado Samuel Costa (Rede) também articula sua candidatura enquanto trabalha na formação de chapas proporcionais para deputados estaduais e federais. Paralelamente, ele avalia convites de partidos maiores de centro e centro-esquerda.
PT e MDB buscam espaço
Pelo Partido dos Trabalhadores (PT), o ex-deputado federal Expedito Netto confirmou sua pré-candidatura em vídeo divulgado nas redes sociais ao lado do presidente nacional da sigla, Edinho Silva. A candidatura tenta reorganizar a presença do partido no cenário estadual.
No Movimento Democrático Brasileiro (MDB), o empresário Rafael Claros surge como possível alternativa para posicionar a legenda no estado, embora ainda busque ampliar sua visibilidade entre o eleitorado rondoniense.
Disputa interna no Podemos
O cenário também registra tensão dentro do Podemos. Inicialmente, o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, presidente estadual da legenda, havia anunciado o nome do prefeito de Vilhena, Flori Cordeiro, como candidato ao governo, tendo o deputado estadual Rodrigo Camargo como nome ao Senado.
No entanto, dias depois, o próprio Rodrigo Camargo lançou sua pré-candidatura ao governo durante sessão na Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero), afirmando ter o aval da direção do partido. O movimento gerou desconforto interno e levou Flori Cordeiro a avaliar convites de outras siglas como União Brasil, Progressistas e Republicanos.
Enquanto decide se permanece na prefeitura de Vilhena para concluir um pacote de R$ 156 milhões em obras ou se entra na disputa estadual, Flori mantém conversas políticas com diferentes partidos.
Cenário ainda indefinido
Apesar do grande número de pré-candidatos, o cenário eleitoral de Rondônia ainda está longe de uma definição. As próximas semanas devem ser marcadas por alianças, mudanças partidárias e negociações políticas, fatores que poderão reduzir ou reorganizar o número de nomes na disputa pelo comando do governo estadual.
Fonte: noticiastudoaqui.com