Começam a esboçar as primeiras pré-candidaturas ao governo de Rondônia. E quem deu o pontapé inicial na corrida pela sucessão do governador Marcos Rocha foi o senador Marcos Rogério (PL), cuja largada contou a presença de ninguém menos que o pré-candidato à presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que arranjou um espaço na concorrida agenda eleitoral para prestigiar a solenidade que aconteceu na cidade de Ji-Paraná.
Foi a oportunidade que o filho de Jair Bolsonaro encontrou para agradecer a um dos principais aliados e defensor do ex-presidente, destacando-se em momentos de crise do governo, especialmente durante a CPI da Pandemia em 2021, o que lhe teria rendido o apelido de “cão de guarda” do governo na Comissão, sempre atuando na defesa técnica e política do amigo presidente. Lembrando que Marcos Rogério foi vice-líder do governo no Congresso Nacional.
Agora começa a fase das coligações partidárias, que podem fortalecer ou enterrar sua pretensão de comandar o destino dos rondonienses. É preciso tomar muito cuidado nas escolhas de aliados. Caso contrário, o resultado será o cadafalso. As alianças políticas são importantes. Elas podem gerar, por um lado, segurança, elevando o nível de credibilidade do político, e, por outro, desconfiança, comprometendo e até inviabilizando uma candidatura. Uma simples foto com uma figura indesejada ou a associação do candidato com pessoas de má reputação podem não apenas ser usadas por adversários, como também afetar a imagem do político perante o eleitorado
Valdemir Caldas