
A corrida pelo governo de Rondônia em 2026 entrou em uma nova fase após a confirmação de que o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, não disputará o cargo. A decisão reorganiza o tabuleiro eleitoral e amplia a disputa dentro do próprio campo conservador, hoje dominante no estado.
Levantamento do Instituto Veritá, realizado entre os dias 13 e 19 de março com 1.220 eleitores, aponta o senador Marcos Rogério na liderança, com 38,9% entre os votos válidos. No entanto, o dado mais relevante é outro: mais de 80% do eleitorado ainda não tem candidato definido, evidenciando um cenário altamente volátil e em aberto.
A ausência de Léo Moraes — que aparecia com cerca de 20% das intenções de voto — cria um vácuo estratégico imediato. Esse capital eleitoral passa a ser disputado por outros nomes competitivos, com destaque para o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, agora filiado ao União Brasil.
Segundo análises políticas, Hildon surge como o principal herdeiro desse eleitorado, especialmente por sua base consolidada na capital, maior colégio eleitoral do estado.
Ao mesmo tempo, a entrada formal de Hildon na disputa, com uma chapa estruturada, intensifica a fragmentação do bloco de direita, que já conta com nomes como o prefeito de Cacoal, Adaílton Fúria, e outras lideranças regionais.
Disputa interna pode decidir eleição
Diferente de cenários tradicionais, a eleição de 2026 em Rondônia tende a não ser polarizada entre esquerda e direita, mas sim marcada por uma disputa interna no próprio campo conservador. A multiplicidade de candidaturas com perfis semelhantes pode dividir votos e tornar imprevisível a definição do segundo turno.
Além disso, movimentações recentes — como mudanças partidárias e articulações para o Senado — reforçam o clima de instabilidade política. O deputado Fernando Máximo, por exemplo, migrou para o PL e desponta como possível candidato ao Senado, ampliando a disputa dentro do mesmo grupo ideológico.
Outro fator relevante é o alto índice de rejeição de adversários fora desse campo, como Expedito Netto, o que reduz as chances de uma polarização clássica e reforça a disputa concentrada entre candidatos da direita.
Porto Velho continua sendo peça-chave na eleição. Com o maior número de eleitores do estado, o apoio do prefeito da capital pode ser determinante. Mesmo fora da disputa, Léo Moraes segue como ator central nas articulações e pode influenciar diretamente o rumo do segundo turno.
Nos bastidores, sua movimentação inclui negociações com diferentes grupos políticos, indicando que sua posição poderá ser decisiva na consolidação de alianças estratégicas.
Cenário aberto e imprevisível
Com múltiplas candidaturas competitivas, alto número de indecisos e rearranjos partidários em curso, Rondônia caminha para uma das eleições mais imprevisíveis dos últimos anos.
A saída de um nome forte não simplificou o cenário — ao contrário, aprofundou a disputa e transformou a eleição em um jogo fragmentado, onde alianças, transferências de votos e articulações regionais devem definir quem chegará ao segundo turno.
Fonte: noticiastudoaqui.com