
O prazo final de desincompatibilização confirmou o que já era esperado nos bastidores: o governador de Rondônia, Marcos Rocha, permanecerá no cargo até o fim do mandato e está fora da disputa eleitoral de 2026. Com isso, o vice-governador Sérgio Gonçalves não assumirá o comando do Estado, alterando completamente o xadrez político local.
A decisão encerra um ciclo de especulações e também evidencia um desfecho marcado por desgaste político. Rocha, que aparecia bem posicionado nas pesquisas para o Senado, optou por não disputar as eleições, mesmo após um governo avaliado como positivo em diversos setores, ainda que com metas não totalmente alcançadas.
O ponto de inflexão ocorreu durante a viagem oficial a Israel, quando o governador enfrentou momentos de tensão em meio a ataques com mísseis, precisando se abrigar em estruturas de segurança. Durante o episódio, o vice recorreu à Justiça para assumir o governo, alegando risco institucional diante da situação vivida por Rocha. O gesto provocou uma ruptura política considerada irreversível entre os dois.
Antes da crise, o cenário desenhado era outro: Rocha disputaria o Senado, Sérgio assumiria o governo e concorreria à reeleição, enquanto a primeira-dama Luana Rocha buscaria vaga na Câmara Federal. Além disso, um irmão do governador também surgia como nome competitivo para a Assembleia Legislativa.
Com a mudança de rota, todo esse grupo político fica fora da eleição de outubro. Permanecem no governo até o fim do mandato, enquanto outros atores ocupam o espaço deixado por um dos grupos mais influentes da política rondoniense recente.
O desfecho consolida uma reviravolta significativa: Rocha segue no comando do Estado, Sérgio Gonçalves perde protagonismo imediato e um projeto político familiar inteiro é retirado das urnas. Em Rondônia, a eleição de 2026 começa com ausências que devem pesar no resultado final.
Fonte: noticiastudoaqui.com