Exclusivo: Jerônimo Goergen fala sobre CPI do Mais Médicos e Lei Antiterrorismo



Deputado federal pelo PP do Rio Grande do Sul, Jerônimo Goergen vem ganhando destaque no cenário político por seu combate as políticas de esquerda e proposições de soluções para “arrumar a bagunça” deixada pelo Partido dos Trabalhadores ao longo dos anos que passaram. Durante a eleição do presidente da Câmara dos Deputados, que reelegeu Rodrigo Maia, conversei com o deputado sobre alguns pontos considerados de suma importância para colocar o Brasil nos trilhos.

Sendo a reforma da previdência a pauta mais urgente do país e profundamente decisiva em todas as últimas eleições, tanto do governo federal, quanto dos representantes do Congresso Nacional e agora nas eleições para as Mesas Diretoras da Câmara e Senado, o deputado avaliou que o período após as definições eletivas será de suma importância para o país. “Nós teremos um período muito importante pela frente, pelo que vamos ter que debater e votarmos com relação a projetos, como por exemplo a reforma da previdência. Estou muito satisfeito porque o presidente definiu que não vai ter nenhuma categoria beneficiada, incluindo os militares na reforma. Eu acho que é importante até pra que nós aqui no Congresso tenhamos mais força até pra justificarmos as mudanças a serem feitas, que é pro bem de todos os brasileiros. Essa pauta eu espero que seja mais ágil, e que traga logo em seguida a reforma tributária e outras mudanças para colocarmos o Brasil no desenvolvimento econômico”.

Perguntei sobre a expectativa para a instalação da CPI do Mais Médicos, uma ideia que, como o próprio Jerônimo conta, ganhou força no IV Congresso Nacional do Movimento Brasil Livre, do qual ele participou do painel com os parlamentares alinhados as bandeiras do movimento. Ele quer a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar suspeitas de irregularidades no programa Mais Médicos. Agora, com a nova configuração do Congresso, ele acredita que na próxima semana já terá todas as assinaturas necessárias para iniciar a CPI.

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“Espero já na terça-feira da próxima semana ter as 171 assinaturas. O apoio que a gente recebe da nova legislatura é maior do que a da anterior. É uma bandeira que nós já trouxemos no outro mandato e vamos levar a cabo, porque a sociedade quer saber exatamente para onde foi o dinheiro que era pra saúde, não teve, e foi para pagar estruturas políticas e projetos de poder. Paralelo a isso, Cuba não paga os recursos do Proex das nossas agroindústrias que exportaram pra lá. Então levou dinheiro através do Mais Médicos, deixou o Brasil sem saúde pública. Isso demonstrou a falência desse projeto no governo do PT e a CPI poderá elucidar uma série de ações, como por exemplo as negociações diretas entre o governo brasileiro, sem que a Câmara e o Senado, o Congresso, soubesse ou pudesse analisar ou avalisar, inclusive, porque não passou por aqui. Então na próxima semana a gente já pretende ter as assinaturas e assim que for instalada vamos fazer o trabalho. E quero agradecer porque o apoio político para isso nasceu no Congresso do MBL lá em São Paulo”, contou.

Sendo quase um assunto relativo, tivemos que falar sobre o apoio do PT na posse de Nicolás Maduro, o ditador da Venezuela. Goergen questionou o Tribunal Superior Eleitoral sobre a ida de Gleisi ao “evento” para prestar apoio em nome do Partido dos Trabalhadores, que ela presidente. Na ocasião, brasileiros ficaram revoltados diante da situação, uma vez que a crise humanitária na Venezuela está escalando para uma possível guerra civil, sendo necessário a união de diversos países para solucionar o conflito. Jerônimo avaliou que, apesar de lamentável, a atitude de Gleisi é a marca do partido.

“A Gleisi Hoffmann é pé frio mesmo. Foi lá, e o Maduro vai cair. Eu espero que caia. A postura do governo brasileiro está sendo correta. Aquilo lá não pode continuar. É uma crise humanitária. Tá morrendo gente por causa de alguém que tem um projeto de poder a todo custo, é uma ditadura, um autoritarismo. A posição do Brasil está sendo correta e acho até que junto com os outros países que reconheceram o novo governo [de Juan Guaidó] vamos ter que intensificar a pressão para que saia de lá o Maduro e volte a democracia na Venezuela”, disse.

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“Entrei na Justiça contra ela e não tive retorno. Como é que nós vamos gastar dinheiro pra comprar passagem para alguém ir lá na posse de um governo que o Brasil não reconhece? Isso é a marca do PT. Na posse mesmo, eles com plaquinha lá de Lula Livre, um deputado da Bahia com boné do MST na hora de cantar o hino, e na hora de jurar o compromisso dizem: assim eu prometo e Lula livre. Estão mentindo, eles não vai conseguir soltar o Lula. Quer dizer, na hora de fazer o juramento importa mais a frase justamente demonstrando o desrespeito às instituições, à lei, ao processo democrático portanto a viagem da Gleisi é só a cereja do bolo, mas essa é a marca do PT que destruiu o Brasil nos últimos anos”, completou Goergen.

4 Congresso nacional do MBL

Outro tema que abordamos foi o PL 9604/18, que o deputado apresentou para alterar o parágrafo 2º do artigo 2º da Lei Antiterrorismo. Atualmente a legislação afasta a aplicação da Lei Antiterrorismo sobre “movimentos sociais” que na verdade são invasores, como o MST. A intenção de Jerônimo é conseguir que a lei possa coibir o abuso desses movimentos patrocinados pelos partidos de esquerda. Com a nova configuração do Congresso Nacional, perguntei sobre quando essa alteração poderá se concretizar.

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“O projeto pode ser votado a qualquer momento, porque eu consegui a urgência das assinaturas e depende apenas do presidente pautar. Eu espero que agora, nessa nova legislatura, com a entrada de partidos mais identificados com essa nossa causa, a gente tenha um apoio maior para pressionar o colégio de líderes e colocar em votação. É um dos regramentos que eu considero mais importante para nós colocarmos ordem definitivamente no Brasil. Chega de alguém dizer que tem uma bandeira, não tem nem personalidade jurídica, usa gente como massa de manobra, invade público e privado, gera despesa, problema, prejuízo. Portanto, quem fizer isso deve ser responsabilizado. A votação depende de pressão política porque regimentalmente ela pode ser votada a qualquer momento”, finalizou o deputado.



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