
Um servidor público e ex-assessor de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi detido pelas forças de segurança no fim do ano passado em Brasília, alvo de uma investigação que envolveu crimes graves de perseguição, violência psicológica e injúria contra a própria esposa, que é juíza federal.
Segundo as informações apuradas, Marcelo Pereira Pitella, 53 anos, foi preso pelo Grupo Tático Operacional (GTOp) da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) ainda na madrugada do dia 20 de dezembro, no bairro Lago Sul, logo depois de sair de um hotel na área central da capital federal.
O delito que motivou a prisão, conhecido popularmente como stalking, consistiu no monitoramento e perseguição da esposa — uma magistrada da Justiça Federal — após o término da relação conjugal. Para isso, Pitella teria instalado clandestinamente um aparelho localizador no veículo da vítima, além de adotar outras práticas que configuram violência psicológica e injúria, tipificados criminalmente no Brasil.
Ligação com o STF e desdobramentos
Pitella, que havia atuado como assessor no gabinete do ministro Kassio Nunes Marques no STF, perdeu o cargo em comissão dois dias após a prisão, em 22 de dezembro de 2025. Apesar disso, ele permanece como servidor do tribunal, agora redistribuído para o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
O caso ganhou repercussão porque envolve um membro do alto escalão da Justiça brasileira e toca em temas sensíveis de violência doméstica e proteção à integridade de magistrados e seus familiares — áreas em que a atuação das instituições tem sido cada vez mais exigida pela sociedade. As circunstâncias exatas da prisão e as provas reunidas pela PMDF ainda estão sendo analisadas pelas autoridades competentes.
Impacto e reação
A prisão foi executada de forma discreta pela Polícia Militar, que informou apenas que cumpria mandado e que o caso estava relacionado a crimes previstos no Código Penal Brasileiro. A repercussão entre colegas de magistratura foi de preocupação com a segurança de juízes e familiares, além de debates sobre a extensão das medidas protetivas em situações similares.
O episódio também reacende o foco sobre condutas de servidores públicos vinculados ao STF fora do exercício de suas funções, e como essas situações são tratadas pelos órgãos de controle e pela própria administração dos tribunais superiores.
Fonte: noticiastudoaqui.com