Conflito de interesse entre Adaílton Fúria e Marcos Rocha expõe crise interna no PSD e ameaça projeto eleitoral de 2026



Conflito de interesse entre Adaílton Fúria e Marcos Rocha expõe crise interna no PSD e ameaça projeto eleitoral de 2026

A pré-candidatura de Adaílton Fúria (PSD) ao Governo de Rondônia entrou em uma zona de turbulência política que pode redefinir os rumos da sucessão estadual. A poucos meses das convenções partidárias, informações de bastidores apontam para um crescente desgaste na relação entre o ex-prefeito de Cacoal e o governador Marcos Rocha, ambos filiados ao mesmo partido, mas cada vez mais distantes na condução do projeto eleitoral para 2026.

Segundo apuração divulgada pelo Portal 364, o principal impasse envolve a tentativa de Fúria de construir uma candidatura independente da imagem do atual governo. A avaliação de integrantes do grupo político do pré-candidato é de que a vinculação direta à gestão estadual poderia representar um peso eleitoral considerável, especialmente diante das críticas dirigidas à administração nas áreas de saúde, infraestrutura e segurança pública.

O movimento de distanciamento, no entanto, teria provocado reação imediata do núcleo mais próximo ao governador. Conforme relatado nos bastidores, Marcos Rocha não estaria disposto a ser excluído do projeto político que ajudou a viabilizar dentro do PSD. A resposta teria vindo por meio da exigência de participação mais efetiva do seu grupo na campanha, incluindo a presença da primeira-dama Luana Rocha na coordenação política da pré-candidatura.

A medida é interpretada por observadores como uma demonstração de força do governador dentro da legenda. Ao mesmo tempo, evidencia o delicado equilíbrio que Fúria precisa manter entre preservar o apoio da estrutura partidária e evitar que sua candidatura seja identificada como mera continuidade do atual governo.

O cenário é agravado por rumores de um racha interno no PSD. De um lado estaria a ala ligada ao governador Marcos Rocha; de outro, o grupo político liderado pelo ex-senador Expedito Júnior, um dos principais articuladores da pré-candidatura de Fúria. As divergências envolveriam não apenas a estratégia eleitoral, mas também a futura composição de um eventual governo.

Nos corredores da política estadual circulam especulações de que, caso seja eleito, Adaílton Fúria promoveria ampla reformulação na estrutura administrativa, substituindo integrantes do atual grupo governista por nomes de sua confiança. Embora não exista confirmação oficial sobre essa possibilidade, o tema tem ampliado a tensão entre as duas correntes do partido.

O impasse coloca o pré-candidato diante de um desafio complexo. Permanecer integralmente associado ao governador pode dificultar a construção de uma identidade própria perante o eleitorado. Por outro lado, um rompimento prematuro poderia comprometer alianças, estrutura partidária e apoio político em diversas regiões do estado.

Com a aproximação das definições eleitorais, o PSD passa a conviver com uma disputa interna que pode se tornar um dos fatores decisivos da corrida ao Palácio Rio Madeira. O desfecho dessa relação entre Adaílton Fúria e Marcos Rocha deverá influenciar não apenas o futuro da legenda, mas também o desenho das alianças e das candidaturas que disputarão o comando de Rondônia em 2026.

Fonte: noticiastudoaqui.com



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