
A Polícia Civil de Rondônia concluiu mais uma etapa de uma das maiores investigações contra o tráfico de drogas no estado e indiciou uma influenciadora digital por suposto envolvimento com uma organização criminosa responsável por movimentar cerca de 1,5 tonelada de entorpecentes provenientes da Bolívia. O inquérito é resultado de uma ampla operação conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), que identificou uma complexa rede de distribuição de drogas, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, atingindo integrantes apontados como responsáveis pelo abastecimento do mercado ilícito em Rondônia e em outros estados.
De acordo com as investigações, a influenciadora teria exercido papel relevante na estrutura financeira da organização criminosa, sendo apontada como responsável por movimentações patrimoniais destinadas a ocultar recursos obtidos com o tráfico de drogas. A Polícia Civil sustenta que a apuração reuniu provas documentais, bancárias e telemáticas capazes de indicar a participação da investigada no esquema, motivo pelo qual ela foi formalmente indiciada pelos crimes apurados. A defesa poderá apresentar sua versão durante o andamento da ação penal, caso a denúncia seja oferecida pelo Ministério Público.
As investigações revelaram que a organização utilizava a fronteira entre Brasil e Bolívia como principal rota para a entrada dos entorpecentes em território nacional. A droga era transportada para Rondônia e posteriormente distribuída para diferentes regiões do país por meio de uma estrutura logística que envolvia veículos, imóveis, contas bancárias e pessoas encarregadas de dar aparência de legalidade aos valores obtidos com a atividade criminosa. Segundo a Polícia Civil, o grupo movimentou aproximadamente 1,5 tonelada de drogas ao longo do período investigado.
Durante a operação, foram cumpridos mandados judiciais e realizadas apreensões de documentos, aparelhos eletrônicos, veículos e outros bens considerados importantes para o aprofundamento das investigações. O material recolhido passou por análise pericial e contribuiu para identificar a divisão de funções dentro da organização, desde os responsáveis pela logística do transporte até aqueles encarregados da movimentação financeira dos recursos ilícitos.
A Polícia Civil destaca que o indiciamento representa uma fase importante do inquérito, mas não significa condenação. Caberá ao Ministério Público avaliar o conjunto probatório e decidir sobre o oferecimento da denúncia à Justiça, assegurando aos investigados o direito ao contraditório e à ampla defesa. A corporação afirma que as investigações continuam para identificar outros envolvidos, ampliar o rastreamento do patrimônio supostamente adquirido com recursos do tráfico e enfraquecer a estrutura financeira da organização criminosa, considerada uma das mais atuantes no narcotráfico em Rondônia.
Fonte: noticiastudoaqui.com