O jornalista acreano que foi prefeito de Porto Velho, deputado federal e senador por Rondônia





Porto Velho, Rondônia, 22 de abril de 2026 - Em 1963, quando ainda era recente a elevação do Acre, de Território Federal para a condição de Estado, a Revista Manchete enviou para Rio Branco, o Jornalista(repórter) Odacir Soares e o fotógrafo Alberto Jacob para produzir uma reportagem especial de quatro páginas sobre a nova realidade acreana.


Publicada sob o título “Acre! Onde o Brasil cresceu”, a matéria tinha como destaque uma fotografia aérea de Rio Branco, acompanhada da seguinte legenda e complementos: “As águas do rio cortam ao meio a cidade de Rio Branco, capital do antigo território há pouco mais de um ano elevado à categoria de estado. O nome da cidadezinha é uma homenagem ao chanceler que negociou com a Bolívia o Tratado de Petrópolis”.

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O chancelar no caso, foi o Barão do Rio Branco.


A reportagem ganhou destaque adicional pelo fato de Odacir Soares ser filho da terra. Nascido em Xapury, filho de Mãe Lavadeira e Pai um Catraieiro, em 31 de outubro de 1938. Anos mais tarde, ele viria a construir trajetória destacada no jornalismo, na advocacia e na vida pública, falecendo em Brasília em 12 de setembro de 2019.


Além de jornalista, Odacir Soares foi advogado e político. Foi eleito prefeito para a Prefeitura Municipal de Porto Velho e, posteriormente, representou Rondônia no Congresso Nacional, nos cargos de deputado federal e senador.

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E em Porto Velho, Odacir Soares foi o fundador da Rádio Rondônia FM. Cujo primeiro Estúdio era na avenida John Kennedy, atual avenida Governador Jorge Teixeira, entre as ruas Jacy-Paraná e Raimundo Cantuária, antigo bairro São José, atual bairro Nova Porto Velho. Nas décadas de 70/80.


A reportagem sobre a cidade de Rio Branco, capital do Estado do Acre, na Revista Manchete começava assim:


“O Acre é o mais novo estado do Brasil: passou a existir no dia 15 de junho de 1962, data da sanção presidencial da lei que o Congresso Nacional acabara de aprovar. Foi, por mais de meio século, um simples território.

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Rio Branco, sua capital, é apenas uma clareira na floresta amazônica, cortada ao meio por um rio. Dois minutos depois que o avião decola de seu aeroporto já não se avista o menor vestígio da cidadezinha, ao mesmo tempo fria e calorenta, com ares de metrópole em miniatura.


O Correio Aéreo Nacional, em suas viagens semanais, liga todos os municípios acreanos a Rio Branco, e esta, ao sul do País. Seus aviões, que dão transporte gratuito, tornaram o Acre mais próximo do Rio de Janeiro do que Manaus ou Belém, - que integram a mesma região — a Amazônia. Além da Força Aérea Brasileira, também mais quatro companhias comerciais de aviação mantêm linhas regulares para o nosso vigésimo segundo estado.”

CRÉDITOS


Fontes:

Resgates fotográficos, do texto informativo, atualização do texto informativo e postagem secundária do Jornalista, Comunicador e Produtor de Conteúdo Digital Antônio Fonseca .

*Fotos, texto informativo original e postagem do Pesquisador e Documentarista Altino Machado .

Grupo Fotos Históricas do Acre.




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