
O Governo de Rondônia vem ampliando ações para transformar terras indígenas em polos estratégicos de bioeconomia sustentável na Amazônia, fortalecendo cadeias produtivas ligadas à floresta e incentivando atividades econômicas compatíveis com a preservação ambiental e a valorização cultural dos povos originários.
A iniciativa reúne projetos voltados ao extrativismo sustentável, produção de castanha, café, cacau nativo, artesanato, manejo florestal e recuperação ambiental, buscando gerar renda para comunidades indígenas sem avanço do desmatamento ou exploração predatória dos recursos naturais. Segundo o governo estadual, a proposta também visa ampliar a autonomia econômica das aldeias e estimular novos mercados ligados à chamada economia verde.
As ações ocorrem em meio à intensificação das operações federais de combate ao garimpo ilegal em Rondônia. Nesta semana, a Polícia Federal e o ICMBio deflagraram a Operação Caraíba, no Parque Nacional Mapinguari, em Guajará-Mirim, resultando na desativação de três frentes clandestinas de garimpo e na destruição de escavadeiras hidráulicas utilizadas na atividade ilegal.
O avanço da bioeconomia é visto por especialistas como uma alternativa estratégica para reduzir a pressão do crime ambiental sobre áreas protegidas e territórios indígenas, frequentemente alvos de invasões ligadas ao garimpo, extração ilegal de madeira e tráfico de minerais. Rondônia ocupa posição sensível na Amazônia por fazer fronteira com a Bolívia e integrar importantes corredores fluviais e terrestres utilizados por organizações criminosas.
Além da preservação ambiental, os projetos de bioeconomia também buscam fortalecer a permanência das comunidades indígenas em seus territórios, reduzindo vulnerabilidades sociais e ampliando oportunidades econômicas sustentáveis. O governo estadual afirma que a meta é consolidar Rondônia como referência amazônica em desenvolvimento sustentável aliado à proteção dos povos tradicionais.
Fonte: noticiastudoaqui.com