No tiroteio com a PM em Mutum-Paraná morreram pai e filho de O.Preto



 

Duas das vítimas de um suposto tiroteio ocorrido em Rondônia na tarde desta sexta-feira (13/08) em áreas de terra da Fazenda Santa Carmem localizada na zona rural conhecida por Galo Velho no distrito Mutum-Paraná Abunã que pertence a capital Porto Velho, envolvendo policiais do Bope e homens armados, em meio aos ocupantes da área, residem na região Central do estado.

Amarildo Carvalho Rodrigues e o filho Amaral Carvalho, adolescente com 17 anos, que foram mortos durante o tiroteio na Fazenda Santa Carmem residem em uma vila agrícola de uma Gleba do Assentamento Rural Palmares na Linha 40, no município de Nova União, distante a 44 Km de Ouro Preto do Oeste.

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Os corpos estão na funerária da Associação Vida Nova em Ouro Preto do Oeste, e serão transladados para a cidade de Nova União para velório que iniciará a partir de 9h30min deste domingo na Linha 47.

O local onde pai e filho com a esposa estavam com uma marcação de terra se tornou um palco de matança. Em 3 de outubro de 2020, um tenente PM da Reserva foi assassinado com 10 tiros em uma área da fazenda enquanto pescava, e no dia seguinte quando a PM estava diligenciando no local à procura dos autores do crime um sargento da Polícia Militar também terminou assassinado e ao menos quatro policiais saíram feridos em uma emboscada.

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As informações publicadas ontem dão conta que três pessoas foram mortas ao trocar tiros com os policiais do Bope que cumpriam uma operação na área invadida. No entanto, a Polícia Militar de Rondônia ainda não emitiu uma nota oficial coletiva sobre os acontecimentos, sabe-se que houve três mortos e três pessoas detidas e encaminhadas para prisão em Porto Velho.

A reportagem do site Correio Central apurou que mulher de Amarildo, que também se encontrava no meio do tiroteio não foi atingida, mas amedrontada correu para a mata conforme relatos de um familiar dela, por telefone. O pai de Amarildo possui um bar no loteamento novo da cidade de Nova União.  

A notícia da morte de Amarildo e de seu filho adolescente causou surpresa na comunidade de Nova União, tendo em vista que eles não têm histórico de violência, e era uma família de agricultores familiares tradicional. Apesar de fazer parte do movimento de agricultores familiares vinculado ao MST, Amarildo acabou convencido a ir para uma área de terra na área mais litigiosa do estado na atualidade. 

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Muito abalada, uma filha de Amarildo e irmã do adolescente mortos, em contato por telefone celular mal conseguiu falar. Chorando muito, ela disse que até o momento não sabem o que aconteceu, e limitou-se a dizer que seu pai e irmão apesar de estarem ocupando um lote na área em questão, não são bandidos.

As pessoas ouvidas pela reportagem não acreditam que pai e filho portassem armas. "Eu penso que o Amarildo tava no lugar errado na hora errada. Os "pistoleiros" na hora que viram a polícia correram e eles é que levaram chumbo", comentou um comerciante da cidade de Nova União, que pediu sigilo do seu nome.   

(Correio Central)



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