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Por que alguns dirigentes têm ojeriza a servidor público?

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Todas as vezes que o caixa da União sofre a ameaça de esgotar-se, a corda sempre arrebenta no bolso do servidor público. Essa prática tem sido comum, não somente na esfera federal, mas, também, nos campos estadual e municipal. A Lei Complementar nº. 173/2020 é mais um exemplo do que se afirma acima. Com ela, o governo federal congelou os salários da categoria até dezembro de 2021. E não apenas isso. Proibiu a concessão de direitos adquiridos, a duras penas, como a conversação de licença-prêmio em pecúnia, dentre outros benefícios.

Para não destoarem na cantilena federal, estados e municípios acabaram trilhando o mesmo caminho. Não falta, nos círculos mais próximos ao poder, quem aconselhe decisões que, por não se pautarem exatamente pela originalidade, ignoram as consequências maléficas sobre aqueles que carregam a máquina burocrática nos ombros, ou seja, os servidores públicos.

Evidenciando que estão sintonizadíssimos com a politica de arrocho salarial planejada e executada pelo palácio do Planalto e abraçada por setores do Congresso Nacional, governadores e prefeitos já enviaram às respectivas casas legislativas projetos de lei aumentando as alíquotas previdenciárias. Dane-se o servidor público! Quer dizer, a concessão de vantagens amparadas em lei e decorrentes do reconhecimento de bons serviços executados, não pode, mas taxar servidores que dedicaram (e ainda o fazem, com dignidade exemplar) longos anos de vida ao serviço público, e que dependem exclusivamente e seus vencimentos para sobreviverem, não tem nenhum problema.

A tão propalada reforma da previdência, com a qual o governo federal pretendia resolver seus problemas de caixa, atingiu, em cheio, os servidores públicos, os quais, na visão míope dos tecnocratas palacianos, são os verdadeiros responsáveis pelo rombo da previdência. Não é por demais repisar, contudo, que o desmonte do serviço público começou no governo do tucano Fernando Henrique Cardoso, intensificou-se nos governos Lula e Dilma e segue firme na atual administração. Por que essa gente tem tanto ódio do servidor público?  

Valdemir Caldas

 


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