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Plantio de árvores em locais adequados contribui para qualidade de energia

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Complexidade para retirada de vegetação aumenta tempo de falta de energia

 

O plantio de árvores em áreas urbanas é regulado nos municípios pelo Plano Diretor de Arborização Urbana. As regras visam plantio, preservação, conservação, manejo e expansão da arborização na cidade, o que inclui estar atento à rede elétrica. Isso porque a queda de árvores e galhos sobre a rede impacta diretamente na qualidade da energia. Em 2020, foram registradas mais de 5 mil ocorrências causadas pela vegetação em Rondônia. O impacto dos episódios para a qualidade da energia é acompanhado de perto pela área de qualidade da Energisa. Na prática, em 2020, cerca de 13% das durações de falta de energia no estado estão associadas a essas situações. Para reduzir isso, cerca de 95 mil árvores foram podadas pelas equipes da empresa, com objetivo de evitar que caíssem sobre a rede elétrica durante vendavais.

Segundo o analista de Meio Ambiente da Energisa Rondônia, José Carratte, a poda é feita com cuidado, retirando somente a parte que está próxima a rede elétrica, seguindo critérios ambientais. “A sombra produzida pela árvore sempre é boa, mas temos que considerar se a arvore é a correta para o local. É preciso observar a altura e o raio de copa que vai atingir na fase adulta. Não se pode plantar, por exemplo, um pé de manga embaixo da rede elétrica, pois certamente passará da altura do poste que é 11 metros”, explica.

De acordo com a legislação municipal, a poda de árvores em passeio público é responsabilidade das prefeituras e, caso o morador faça sem a prévia autorização, é caracterizada como ilegal. Apesar de parecer um procedimento simples, a poda de árvore pode ser perigosa quando feita por pessoas não capacitadas, especialmente, as mais frondosas e com galhos grossos. “Se um galho pesado cai, pode danificar o imóvel e ferir pessoas. Quando está próxima a rede elétrica, o cuidado deve ser redobrado devido ao risco de choque. Por isso, orientamos que avisem a Energisa quando há galhos encostados na rede elétrica para que façamos a avalição”, disse. Técnicos da concessionária avaliam a distância da árvore até a rede de energia e os riscos de acidentes. Em seguida, a manutenção é programada para ser realizada por profissionais habilitados da empresa, utilizando equipamentos de proteção individual. Os galhos cortados são recolhidos, triturados e destinado para empresas especializadas em tratamento de resíduos que podem utilizar na cobertura do solo, canteiros, paisagismo e compostagem.

A Energisa orienta os moradores a utilizar espécies de baixo porte com no máximo 5 metros de altura. “Para Rondônia, indicamos as árvores como Hibiscus Rosa, Reseda e Ipê de Jardim. Mas se preferir, também podem utilizar outras populares no país como Algodão do Brejo, Aromita, Canudo de Pito, Cataia, Fruto de Pombo, Goiabeira, Gramirim da Folha Miúda, Murta, Pata de Vaca”. A orientação é plantar a pelo menos 2 metros de distância da rede elétrica em área urbana e 10 metros na área rural.  O plano de arborização de Porto Velho orienta a observa a distância de 5 m da confluência do alinhamento predial da esquina; 6 m dos semáforos; 1,25m das bocas-de-lobo e caixas de inspeção; 1,25 m do acesso de veículos; 3 à 6 m de distância entre árvores, de acordo com o porte.

Carratte ainda lembra que a Energisa é comprometida com o desenvolvimento sustentável e, por isso, desenvolve suas ações pautadas pelo respeito ao meio ambiente. Por isso, em 2020, distribuiu aproximadamente 2.900 mudas de árvores e fez o replantio de 150 mudas em área próximo ao condomínio Cristal da Calama, em Porto Velho.

 


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