Ibama assina LP que determina uma possível reconstrução do ‘trecho do meio’, da BR-319



 

Pelo Twitter, o ministro de Infraestrutura Marcelo Sampaio repercutiu a assinatura do documento que autoriza pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) obra de reconstrução da BR-319, rodovia que liga Rondônia ao estado do Amazonas.

Na mensagem, Sampaio enaltece o trabalho de técnicos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e do Ibama. “Resultado da coragem e do trabalho técnico da nossa área ambiental e do DNIT. Alinhando engenharia e respeito ao meio ambiente”, disse.

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A LP pelo Ibama estabelece a reconstrução do chamado “trecho do meio” com cerca de 405 quilômetros de extensão. É exatamente neste ponto que vem ocorrendo uma das maiores burocracias dos governos na parte que tange a recuperação.

Para que as obras definitivamente ocorram, o IBAMA exige do governo brasileiro que sejam feitos estudos prévios de impactos ambientais na região, uma área de floresta densa no coração da Floresta Amazônica.

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Mas o documento emitido pelo Instituto, não necessariamente especifica se a ordem vale para todo o percurso, parte dele ou se somente uma pequena manutenção.  

Antes de comemorar o final do isolamento do Amazonas com o restante do país, associações olham com preocupação essa possível liberação da licença pelo Ibama, uns acreditam que em época de eleição estaria aí uma propaganda política antecipada. Além disso, no EIA/Rima etnias indígenas no entorno da área se quer foram consultadas. Para o representante do Observatório BR-319, caso a LP conceda a reconstrução, “estaria nela embutida uma grave violação aos direitos dos indígenas e comunidades tradicionais que ser quer foram consultados”.

A rodovia BR-319 que liga o estado rondoniense ao Amazonas conta com aproximadamente 900 km, destes somente 198 possuem pavimentação asfáltica, o restante 400 km ora são transitáveis com parte em asfalto ou com terra e brita.

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De fato, a obra saindo do papel caberá ao DNIT de Rondônia a reconstrução, já que em junho o Governo Federal retirou do Amazônia a reponsabilidade pela pista em solo amazonense indo do (quilômetro 250,7 ao 740). 

(newsrondonia)



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