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Há dez anos, meados de 2013, o então governador Confúcio Moura determinou ao seu secretário de Agricultura, Evandro Padovani, que priorizasse nos seus projetos a implantação do Ceasa de Rondônia. Os argumentos se baseavam não só na necessidade de que nossos produtores tivessem um local para venda direta do que tiravam da terra, mas também porque éramos (e somos) o único Estado do país que não tem sua central de abastecimento. Passou-se o mandato de Confúcio começou o primeiro de Marcos Rocha. Padovani foi mantido na agricultura e a missão foi reiterada pelo novo Governador. Implantar o Ceasa rondoniense, em Porto Velho, continuava nas prioridades. O projeto andou, já que foi desapropriada uma área no Distrito Industrial que havia sido entregue a uma empresa que não usou o local para a implantação do projeto que apresentara ao Governo. Várias reuniões se seguiram, até que houve o anúncio de que estava tudo caminhando para que, ainda em meados do segundo semestre de 2022, naquele local escolhido, onde já havia um prédio, que seria usado como provisória para o Ceasa, começasse o funcionamento na prática. Padovani então deixou o governo, para disputar uma vaga na Câmara Federal. Não se elegeu e não voltou a comandar a Agricultura do Estado. Ainda não se sabe os motivos pelos quais a implantação da central de abastecimento, que já estava na ponta da agulha para ser criado, paralisou. O novo secretário de Agricultura do Estado, Luiz Paulo, afirma que o assunto é do mandato anterior e que, ele, até agora, não tem mais detalhes do assunto. Enquanto isso, no Distrito Industrial, o prédio que estava sendo preparado para receber o Ceasa foi depredado: janelas, portas, fiação, tudo foi levado por ladrões e vândalos. Não há, até agora, nova data para da criação do Ceasa Rondônia, mesmo uma década depois das primeiras tentativas de criá-lo.

Autor: Sérgio Pires
