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Há tempos observo o quanto a violência contra a mulher vem suscitando o engajamento de vários setores da sociedade brasileira. Além, claro, das ações do Poder Legislativo criando leis, alterando e ampliando normas, com a finalidade de combater essa conduta danosa e milenar, em que o macho humano ainda ver, a mulher, com o mesmo olhar do tempo em que vivia nas cavernas.
Essa memória e conduta ancestral, atravessa os milênios, grudada no DNA em todas as sociedades humanas. Mesmo nas mais civilizadas, onde o homem é mais contido, portanto, menos agressivo, não é raro a aparição de casos tão bárbaros quanto os registrados na imprensa diária, em nossas cidades.
Aqui, entre nós, parece que, quanto mais barreiras se crie, o problema parece recrudescer em toda a sua violenta periculosidade. As chamadas ‘medidas protetivas’ são, por acaso, respeitadas? Elas, de fato, protegem a vida da mulher protegida? A realidade nos mostra, diariamente, que não. E mais uma mulher é morta mesmo com as tais proteções.
Bom, então, vamos educar a sociedade com campanhas de mídia, palestras e semanas de debates em encontros sobre o tema. Ótimo, mais um passo. Só que estas campanhas, palestras e debates, já envolvendo muitos poderes e entidades representativas da sociedade, não estão chegando lá na planície onde se concentra a maior força do problema.
Talvez seja a hora de mudar de estratégia, saindo da inocuidade para buscar a efetividade. Então, que tal deixar os auditórios dos órgãos incrustados em palácios, onde as pessoas têm timidez até de passar na porta, e levar suas mensagens aos bairros, onde a maioria da população mora, estuda e trabalha?
Que tal usar os espaços públicos, os pátios e os ginásios das escolas nos sábados e domingos, os salões das igrejas nos dias sem culto, e em horários sem missa? Que tal convidar padres, pastores e professores para chamar suas comunidades, para ouvir as mensagens em linguagem simples e sem as pompas de mesa das autoridades, longe da plateia. Semear a boa semente em terra fértil.
A mídia é garantida e, quem sabe, os frutos serão melhores.
É do que trata o ‘Língua de Fogo’ de hoje. Veja o vídeo, a seguir, e faça o seu próprio juízo. Aproveite e se inscreva na página noticiastudoaqui no youtube, e acompanhe, também, outros conteúdos como o podcast ‘Sem Papas na Língua’ que é publicado e vai ao ar toda segunda-feira às 17hs30.
Fonte: noticiastudoaqui.com
