Pioneiro e morador mais antigo de Extrema morre aos 94 anos



 

Morreu no último sábado (16), em Porto Velho, o pioneiro e morador mais antigo do Distrito de Extrema, José Pinto de Oliveira, aos 94 anos de idade. Ele nasceu em 9 de novembro de 1929, em Trairi, Ceará, e veio para a Amazônia, para trabalhar como soldado da borracha no final do ano de 1945.

José Pinto “cortou seringa”, como diziam os seringueiros que trabalharam com o látex durante, e após a Segunda Guerra Mundial, nos seringais no Estado do Acre, Bolívia e Distrito de Extrema, por um período de cerca de 25 anos.

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Visto que tomou um calote de um seringalista que não lhe pagou pelos quatro anos de trabalho como seringueiro, em 1969, ele tentou ficar em Porto Velho para “colocar os filhos na escola”. Mas, praticamente sem um tostão, teve de voltar pra recomeçar a vida na roça, morando em uma pequena casa de taipa.

Hoje onde ele recomeçou a vida é o distrito de Extrema e passou resto de sua vida trabalhando, primeiro como seringueiro, e mais tarde, como agricultor e pequeno pecuarista.  

José Pinto casou-se em 1957 com Maria Pinto de Souza, também pioneira da localidade de Extrema, e falecida em 1995. Eles tiveram cinco filhos e sete netos e netas.

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O pioneiro era um homem simples, trabalhador, humilde, honesto, cumpridor de suas obrigações e queridos dos moradores da localidade.

“Meu pai foi um exemplo para mim e para meus irmãos. Ele me ensinou a ser homem trabalhador, honesto e cumpridor das minhas obrigações. Foi marido e pai amoroso e me sustentou até os dezoito anos na cidade, enquanto ainda não podia bancar totalmente as despesas domésticas”, diz Francisco Pinto, advogado e analista-tributário da Receita Federal aposentado.  

José Pinto deixa os filhos Antônio Oliveira, Francisco Pinto, Fátima Pinto, Aldenir Pinto e Deuza Oliveira, além de 11 netos e 14 bisnetos.  

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(rondoniaovivo)



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