Áreas embargadas: se for só retórica política, é crueldade



 

Torçamos para que a tênue expectativa de anulamento do ato que criou as 11 reservas ambientais, no apagar das luzes do segundo mandato do então governador Confúcio Moura, exposta pelo deputado Alex Redano na 5ª reunião da CPI da Assembleia Legislativa, que preside, e que discute soluções em favor de milhares de famílias dura e cruelmente afetadas, seja verdadeira e factível.

Todos sabemos que não é fácil demover o Ibama, aparelhado e ideológico, assim como convencer procuradores do estado de Rondônia, que atuam no processo, a buscar alternativas na lei, que possa oferecer uma saída para a questão que se transformou, não só em um impasse ambiental, mas, também, numa questão social e humana.

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A legislação brasileira é cheia de portas e janelas, duma vez que os congressistas legislam sempre pensando: e se for eu, ou meu parente, ou meu amigo? E, assim, sempre tem uma alínea de salvaguarda oferecendo uma saída, legal, em situações de graves necessidades.

A assembleia de Rondônia tem uma procuradoria com qualificados juristas para encontrar, e negociar com as forças antagônicas, uma resolução legal, que restabeleça a pacificação jurídica ambiental, social e humana no conflito.

O empenho do governador Marcos Rocha junto aos seus procuradores, pode ajudar no esforço jurídico de buscar a saída, assim como a Sedam, poderá oferecer alguma alternativa, pois sempre existe.  

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O que não pode é expulsar as pessoas das terras que tomaram posse, mansa e pacificamente, com a anuência do estado que os cadastrou, do Incra, que lhes prometeu título das terras e dos políticos que lhes garantiam segurança e defesa.

E tanto os políticos quanto o próprio estado, se locupletaram do trabalho destas populações rurais. Os primeiros, acenando com a regularização em troca de votos para seus mandatos. E até por outros interesses. O segundo, recolhendo impostos sobre o consumo e as riquezas geradas pelo árduo trabalho destes agricultores no campo.

A crueldade do estado estabelecendo prazos irrisórios para cerca de 1.500 famílias desocuparem as terras, retirando cerca de 100 mil cabeças de gado, entre outras criações e, ainda, proibirem de vender e os frigoríficos de comprar, é ou não é de uma tirania cruel e desumana? Esta injustiça clama aos céus!

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É do que trata o ‘Língua de Fogo’ de hoje. Veja o vídeo, a seguir, e faça o seu próprio juízo. Aproveite e se inscreva na página noticiastudoaqui no youtube, e acompanhe, também, outros conteúdos como o podcast ‘Sem Papas na Língua’ que é publicado e vai ao ar toda segunda-feira às 17hs30.

Fonte: noticiastudoaqui.com         

 



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