Entre baratas, escorpiões e descaso público



 

Que Porto Velho é a Capital de Estado com o pior índice de saneamento básico do país, todos sabemos.

Que os igarapés de antigamente, com águas limpas e peixes, que entrecortam a cidade, foram transformados em canais fétidos cheios de merda e lixo, também sabemos.

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Que somente cerca de 30% da população, estimada em mais de 500 mil pessoas, recebem água tratada da empresa estatal de Rondônia, todos temos conhecimento.

E que grande parte da água ofertada por esta mesma empresa, é captada de poços artesianos, sem passar por uma estação de tratamento e purificação, nem todos têm consciência disso.

Mais ainda: a maior parte da população, preserva a cultura do poço amazônico, de pouca profundidade, captando e consumindo água suja, contaminada de fezes humana das fossas primárias, escavadas no mesmo terreno, e de merdas de animais advindas das superfícies do solo.

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Consideremos ainda, que a Capital de Rondônia é uma planície com características pantanosa, em várias regiões e bairros, que sofrem alagação por falta de drenagem, ou por drenagem insuficiente para absorver os volumes dos pés d’água, próprios dos invernos da Amazônia

Neste cenário, somos um ambiente propício para a proliferação e propagação de populações de animais e insetos nocivos à vida humana.

Assim, basta uma chuva forte como a que caiu ontem à tarde, terça-feira, dia 5, para as ruas e avenidas ficarem intrafegáveis e as águas invadirem estabelecimentos comerciais e casas. Claro, causando prejuízos e transtornos de toda ordem. Dezenas de famílias ficaram desalojadas. Algumas perderam toda a mobília e bens pessoais, com a rapidez da invasão das águas casa-a-dentro.

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Uma situação caótica principalmente nos bairros mais pobres, nas habitações mais modestas, cujas donas-de-casa vêm os ambientes invadidos por ratos, baratas, escorpiões, piolhos-de-cobra e até tapurus.

Todos expulsos e desalojados de suas ‘casas’, tocas e ninhos, pelas águas que enchem as fossas, e retornam à superfície, até o solo se encarregar de absorve-las.

Não é fácil viver num estado rico e conviver com as agruras e a miséria do descaso público, que vem se perpetuando na insensibilidade de gestores ricos, que moram em redomas de condomínios fechados.

E quando surge alguém querendo fazer e melhorar a cidade, órgãos como o Tribunal de Contas, insensível ao sofrimento dos pobres, levam anos para analisar e liberar um processo de licitação por exemplo.

É o que acabou de ocorrer em um caso recentíssimo que o prefeito Hildon Chaves tenta resolver.

Isto é uma vergonha!

É do que trata o ‘Língua de Fogo’ de hoje. Veja o vídeo, a seguir, e faça o seu próprio juízo. Aproveite e se inscreva na página noticiastudoaqui no youtube, e acompanhe, também, outros conteúdos como o podcast ‘Sem Papas na Língua’ que é publicado e vai ao ar toda segunda-feira às 17hs30.

Fonte: noticiastudoaqui.com                     

 

      

 



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