|
|
|
Passo em frente a três escolas públicas sempre que vou ou volto do centro da cidade. E, na maioria das vezes, nos horários de entrada ou saída dos alunos, e observo a quantidade de veículos que se aglomeram na frente do portão. No colégio do bairro, bicicletas e motos são a maioria, na área central, camionetas e automóveis tomam conta da rua e atravancam o trânsito nestas horas.
Vejo que a maioria dos condutores dos são mulheres. Na escola pobre, vê-se até três crianças se equilibrando na condução da equilibrista, que se joga no trânsito com uma mão só no guidom da moto ou da bicicleta, pois a outra segura a criança menorzinha sentada no varão. Já naquela central, a porta do carro se abre para somente uma criança, que vai para casa no ar-condicionado e no conforto de um veículo só seu.
Duas faces da mesma moeda. De um lado, o retrato da mulher que sustenta o conforto da outra, onde quer que ela viva ou do que viva. Enquanto aquela, luta para sobreviver, e se esforça para que seus filhos tenham uma condição de vida melhor que a sua. E, talvez, até ampara-la na velhice, se Deus lhe conceder esta Graça.
Observo ainda que, independente de suas condições financeiras e sociais, elas são a absoluta maioria a levar e buscar os filhos nas escolas e creches(poucas, é claro!).
Não tenho lembranças de que um dia meu pai preparou minha mochila de lanches para a hora do recreio na escola. Ou tenha me levado e me buscado uma única vez. Já de minha mãe, uma bela indiazinha tapuia de um metro e meio, quantas recordações...
Não está escrito em nenhuma norma legal que as mulheres são as únicas responsáveis pela educação dos filhos. Então, por que os homens, em sua maioria, não são vistos nos portões da escola?
Nesta ocasião em que se comemora o Dia Internacional da Mulher como símbolo de luta por dias melhores, relatei um fato trivial, que sequer chama a atenção, mas simbólico de quantas amarras as mulheres ainda têm que se libertar.
Quantos grilhões ainda as prendem, e as transformam em escudos e justificativas de homens covardes!
Sempre as primeiras vítimas dos instintos animalescos dos homens em conflito ou guerra, uma mulher é estuprada a cada dois minutos e quatro são assassinadas por dia no Brasil, um país cristão, sem guerra, mas que parece odiar suas mulheres.
É um desafio à civilização moderna reconhecer na mulher, a face criadora de Deus, que lhe deu o poder da terra fértil, que faz brotar a vida. A mesma vida que, em algum momento, se volta contra ela.
No entanto, elas não desistem. Matam um leão por dia. Principalmente se for para defender a cria que o macho abandonou.
É do que trata o ‘Língua de Fogo’ de hoje. Veja o vídeo, a seguir, e faça o seu próprio juízo. Aproveite e se inscreva na página noticiastudoaqui no youtube, e acompanhe, também, outros conteúdos como o podcast ‘Sem Papas na Língua’ que é publicado e vai ao ar toda segunda-feira às 17hs30.
Fonte: noticiastudoaqui.com
