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Encerramos as comemorações e festividades alusivas ao Dia Internacional da Mulher neste final de semana.
Atos políticos, manifestações culturais, palestras e claro, presentes e flores às mulheres de casa e do trabalho foram a tônica da semana.
Declarações, depoimentos emotivos, falas e empáticos discursos de diversas autoridades e personalidades, foram registrados em vários ambientes e esparramados nas redes sociais.
Todos os atos descritos, enfatizaram a mulher como potencial vítima das ações criminosas do homem machista e dominador, o alvo central da vilania a ser combatida. E nisso, vemos com satisfação, a ampliação desta rede protetiva.
Mas, convenhamos, não adianta lutar contra a fumaça se não apagarmos o fogo. É lá, na fonte, na origem do incêndio que temos de ir.
Assim, é imperioso que todos os entes da sociedade civil, com seus órgãos representativos, atuem junto ao Congresso Nacional cobrando leis mais severas contra os crimes praticados contra as mulheres; cobremos também, do Poder Judiciário, o rigor da lei e não os favores das normas aos criminosos em questão; e, por último, que estas palestras, encontros, debates e até o uso pedagógico de elementos culturais, sejam levados e realizados no ambiente e no local apropriado.
E que local é esse? Aquele onde vivem trabalham a maioria das pessoas, e onde estão as mulheres vitimadas ou potencialmente alvo da violência masculina. Os locais que as pessoas comuns conhecem e frequentam com desenvoltura, se sentindo em casa.
As escolas vazias nos fins de semana, e os templos religiosos no meio da semana, nos bairros, nas periferias, nas cidades distritais e nas vilas dos municípios, são os ambientes certos e corretos, para reunir as plateias desejadas, com maior possibilidade de chegar no coração do fogo, que torra sonhos e ceifa tantas vidas, de milhares de mulheres a cada minuto no Brasil.
Enquanto estas ações estiverem circunscritas aos auditórios, perfumados e gelados, dos palácios dos poderes e dos órgãos públicos, só se estará combatendo a fumaça e transmitindo uma hipócrita mensagem de empatia.
Será somente um convescote social para alimentar perfis nas redes sociais. O melhor mesmo é arregaçar as mangas e ir à luta lá no campo de batalha.
É do que trata o ‘Língua de Fogo’ de hoje. Veja o vídeo, a seguir, e faça o seu próprio juízo. Aproveite e se inscreva na página noticiastudoaqui no youtube, e acompanhe, também, outros conteúdos como o podcast ‘Sem Papas na Língua’ que é publicado e vai ao ar toda segunda-feira às 17hs30.
Fonte: noticiastudoaqui.com
