Servidor confessa que agiu só e desviou R$ 13 milhões da saúde jogando e perdendo no 'Tigrinho'



Redação, Porto Velho RO, 24 de fevereiro de 2025 - Um caso que chamou atenção em São Francisco do Guaporé (RO) envolve um servidor público municipal que apresentou sua versão dos fatos após ser acusado de desviar milhões de reais dos cofres públicos da Secretaria Municipal de Saúde. A situação desencadeou uma série de medidas de fiscalização, investigação policial e abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) pelos vereadores da cidade para apurar o episódio e suas consequências.

Segundo as informações iniciais, o servidor, efetivo e responsável por parte das finanças da saúde municipal, teria transferido recursos públicos para sua conta pessoal por um período prolongado — estimado desde maio de 2025 — e confessou ter utilizado parte dos valores em apostas online em jogos de azar conhecidos popularmente na região, como o “Tigrinho”. O montante total suspeito de ser desviado ainda está em apuração e pode chegar a aproximadamente R$ 13 milhões a R$ 15 milhões, segundo apurações preliminares.

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Após a identificação das irregularidades pela administração municipal, o caso foi formalmente comunicado às autoridades competentes. Em sua versão, o servidor admitiu ter feito as transferências para contas sob seu controle, mas afirmou que agiu sozinho, sem indicar outros envolvidos até o momento — ponto que ainda será verificado ao longo das investigações oficiais.

A repercussão política e administrativa gerou a decisão dos vereadores pela instalação de uma CPI na Câmara Municipal para investigar a extensão e circunstâncias do suposto desvio. A comissão parlamentar tem o objetivo de apurar não só os fatos já conhecidos, mas também se houve participação de terceiros, possíveis falhas nos mecanismos de controle interno e eventuais responsabilidades políticas e administrativas decorrentes do episódio.

Paralelamente, a Polícia Civil conduz investigação criminal, com apoio do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia, que inclui pedidos de quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático do investigado para rastrear a movimentação dos recursos públicos e estabelecer a real extensão do prejuízo ao município.

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Do ponto de vista administrativo, a prefeitura instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apuração interna das irregularidades e afastou o servidor de suas funções, além de comunicar formalmente o caso ao Tribunal de Contas e à Câmara Municipal. Esses mecanismos visam garantir transparência, resguardar a integridade da investigação e permitir que as instituições competentes cumpram seus papéis de fiscalização e aplicação da lei.

O episódio ressalta a importância de sistemas de controle mais rígidos e da fiscalização pública permanente sobre os recursos destinados a áreas sensíveis, como a saúde, cuja má gestão pode afetar diretamente serviços essenciais à população.

Fonte: noticiastudoaqui.com

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