
Redação, Porto Velho (RO), 03 de março de 2026 – A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) aberta para investigar o desvio de R$ 12,7 milhões dos cofres públicos da Secretaria Municipal de Saúde de São Francisco do Guaporé entrou oficialmente na etapa de recebimento de denúncias, marcando um avanço importante no processo de apuração dos fatos.
Segundo o presidente da comissão, vereador Ozias Santos (MDB), a CPI não está parada, mas seguindo o trâmite legal previsto. Na sessão inaugural, realizada na última semana, os membros aprovaram a criação de uma secretaria “ad hoc”, que funcionará como espaço para a entrega de denúncias, tanto anônimas quanto identificadas, por cidadãos, servidores públicos ou qualquer pessoa que possua documentos, provas ou relatos relacionados aos supostos desvios.

O prazo para a apresentação dessas denúncias é de dez dias, período em que a comissão espera reunir elementos que possam orientar as próximas fases dos trabalhos. Ozias enfatizou que os trâmites legais serão respeitados rigorosamente e que a CPI terá início, meio e fim bem definidos, descartando, segundo ele, interpretações de que se trata de uma investigação sem profundidade.
A próxima sessão está agendada para terça-feira, 10 de março. Nela, de acordo com o presidente da CPI, os membros pretendem avaliar as denúncias recebidas e discutir a possível convocação de testemunhas ou investigados, a partir do entendimento do relator e dos demais integrantes da comissão.
O caso veio à tona quando um servidor da prefeitura, responsável por pagamentos, admitiu à Polícia Civil, à Polícia Federal, ao Tribunal de Contas do Estado e ao Ministério Público que vinha desviando valores públicos há cerca de dez meses, em parte para alimentar um vício em jogos online. As investigações foram oficialmente requisitadas pelo prefeito José Welington (PL), que também formalizou denúncia junto aos órgãos competentes para apurar os fatos e buscar a recuperação dos recursos.
A fase atual da CPI representa um momento crucial para ampliar a participação da sociedade e reunir provas documentais, que poderão embasar futuras convocações, diligências e recomendações de medidas administrativas ou judiciais.
Fonte: noticiastudoaqui.com