Falta de policiais em Rondônia entra na pauta de MP e TCE; efetivo congelado agrava déficit na segurança



Redação, Porto Velho RO, 05 de março de 2026 - A falta de policiais em Rondônia voltou ao centro do debate institucional após reunião realizada em Porto Velho entre representantes do Ministério Público do Estado (MPRO) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RO). O encontro tratou do déficit de servidores nas forças de segurança e das dificuldades para recompor o efetivo das corporações.

Participaram da reunião o coordenador do Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública do MPRO, promotor de Justiça Pablo Hernandez Viscardi, e o conselheiro-substituto do TCE-RO, Francisco Júnior Ferreira da Silva. Na pauta, a análise da carência de profissionais nas polícias Civil, Militar, Penal e na Polícia Técnico-Científica (Politec), além das limitações orçamentárias para ampliar o quadro de servidores.

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Segundo as instituições, o número de servidores atualmente é inferior ao necessário para atender a demanda da população, o que provoca sobrecarga de trabalho, demora em atendimentos e dificuldades na investigação de crimes e no policiamento ostensivo.

O problema é agravado pelo fato de que o efetivo das polícias Civil e Militar permanece praticamente congelado há anos, sem reposição proporcional às aposentadorias e ao crescimento populacional do estado. Além disso, parte significativa do contingente policial encontra-se destacada para atividades administrativas ou para a segurança de autoridades e prédios públicos, o que reduz ainda mais o número de agentes disponíveis para as funções operacionais de investigação e patrulhamento — caracterizando, na prática, desvio da atividade-fim das corporações.

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Durante a reunião também foi discutida a possibilidade de convocação de aprovados em concursos ainda vigentes e a realização de cursos de formação, principalmente na Polícia Civil, etapa necessária para que novos servidores possam assumir funções nas delegacias.

Outro ponto abordado foi a situação do sistema penitenciário estadual, que também enfrenta déficit de servidores e pressiona a estrutura da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus).

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Como encaminhamento, MPRO e TCE decidiram manter o diálogo institucional e aprofundar o levantamento de dados sobre o quadro de pessoal da segurança pública. A discussão pode resultar em recomendações para recomposição gradual do efetivo e inclusão de medidas no planejamento orçamentário do estado, dentro do Plano Plurianual (PPA).

Fonte: noticiastudoaqui.com



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