Combustíveis disparam em Rondônia e pressão por redução do ICMS aumenta



Redação, Porto Velho RO, 20 de março de 2026 - O preço dos combustíveis voltou a subir com força em Rondônia e já provoca reação em cadeia na economia. Em apenas uma semana, a gasolina registrou aumento médio de R$ 0,19 por litro, enquanto o setor produtivo intensifica a pressão sobre o governo estadual por uma redução no ICMS do diesel.

Alta rápida acende alerta

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Levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostra que o preço médio da gasolina saltou de R$ 6,97 para R$ 7,16, alta de 2,7% em sete dias.

Entre os municípios, os valores variam significativamente: Vilhena lidera com média acima de R$ 7,30, enquanto Porto Velho e Pimenta Bueno apresentam preços ligeiramente menores.

A disparada está ligada principalmente ao cenário internacional. A escalada de tensões no Oriente Médio elevou o preço do petróleo, que chegou a cerca de US$ 115 o barril, pressionando toda a cadeia de combustíveis.

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Além disso, a alta do dólar também contribui para encarecer os custos, ampliando o impacto direto no bolso do consumidor.

Diesel caro pressiona toda a economia

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O diesel, combustível estratégico para o transporte e o agronegócio, também segue em alta e agrava o cenário. Em nível nacional, o preço subiu mais de 11% em poucos dias, refletindo diretamente no frete e no custo de produção.

Em Rondônia, onde a logística depende quase exclusivamente do transporte rodoviário, o impacto é ainda mais severo. O aumento do diesel:

  • Eleva o custo de alimentos
  • Pressiona o preço de produtos básicos
  • Reduz a competitividade do agronegócio
  • Aumenta a inflação regional

Setor produtivo cobra redução do ICMS

Diante desse cenário, entidades do setor produtivo intensificaram a cobrança por medidas urgentes ao Governo de Rondônia. A principal proposta é a redução temporária do ICMS do diesel, hoje em torno de 19,5%.

A sugestão apresentada prevê corte para cerca de 9,75% por um período inicial de 90 dias, como forma de conter os impactos imediatos na economia.

Segundo representantes do setor, o diesel é um insumo essencial para:

  • Escoamento da produção agrícola
  • Funcionamento de máquinas no campo
  • Transporte de mercadorias

Sem intervenção, há risco de aumento generalizado de preços e perda de competitividade econômica no estado.

Governo avalia medidas e pressão cresce

O governo estadual ainda analisa os impactos fiscais de uma eventual redução do imposto. A decisão envolve equilíbrio delicado entre arrecadação pública e necessidade de aliviar custos para empresas e consumidores.

Paralelamente, órgãos de defesa do consumidor intensificaram a fiscalização em postos para evitar aumentos abusivos, diante da escalada recente dos preços.

Efeito dominó já preocupa

Especialistas alertam que o impacto da alta dos combustíveis tende a se espalhar rapidamente pela economia. O diesel mais caro afeta toda a cadeia logística, enquanto a gasolina pesa diretamente no orçamento das famílias.

A expectativa é que os efeitos completos apareçam nas próximas semanas, com reflexos na inflação, nos alimentos e nos serviços — ampliando a pressão por respostas rápidas das autoridades.

Fonte: noticiastudoaqui.com



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