Lewandowski comprou imóvel de R$ 9,4 mi de alvo da PF, diz jornal



A aquisição foi feita por meio da Eryal Empreendimentos e Participações, empresa familiar de Lewandowski mantida em sociedade com seus filhos. O imóvel tem 777 metros quadrados e fica em um condomínio fechado, opção escolhida, segundo o ex-ministro, por razões de segurança.

Na época da compra, China já havia sido condenado por adulteração de gasolina e era alvo de investigações por sonegação em postos de combustíveis. Em 2025, ele passou a ser investigado na Operação Carbono Oculto, que apura um esquema de lavagem e sonegação estimado em R$ 52 bilhões e aponta vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação foi deflagrada durante a gestão de Lewandowski no Ministério da Justiça.

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Em entrevista ao Estadão, Lewandowski afirmou que a compra foi feita de boa-fé, sem conhecimento prévio sobre os vendedores. Segundo ele, todos os documentos e certidões apresentados indicavam que o imóvel estava regular. O ex-ministro disse ainda que nunca teve contato anterior com os proprietários e que os processos envolvendo China corriam em segredo de Justiça.

“Eu fui ver outra casa, mas não atendia às condições de segurança que eu buscava. O corretor apresentou essa residência, e seguimos com o negócio”, afirmou. Lewandowski disse que o valor pago era compatível com o mercado e que a diferença em relação ao preço anterior se explica pelo fato de o imóvel ter sido adquirido antes em leilão.

Documentos de cartório mostram que a casa foi comprada em leilão em 2019 pelo pai de China, por R$ 4,9 milhões, após bloqueios judiciais por dívidas bancárias. Em dezembro de 2023, o imóvel foi vendido à nora dele, Anajá de Oliveira Santos Yang, por R$ 4 milhões. Ela é investigada pela Polícia Federal sob suspeita de atuar como laranja do marido.

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A compra pela empresa da família Lewandowski foi registrada em fevereiro de 2024 e paga à vista, por meio de transferência bancária para a conta de Anajá na Caixa Econômica Federal.

Lewandowski afirmou que nunca chegou a ser, de fato, o dono da residência e que tenta resolver a situação, seja com a regularização do imóvel ou até com a devolução da casa e o ressarcimento do valor pago. O ex-ministro também enviou nota ao jornal reiterando essas informações.

De acordo com o Estadão, a defesa de Alan de Souza Yang e de seus familiares foi procurada, mas ainda não se manifestou.

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Até dezembro de 2024, Lewandowski mantinha capital de R$ 2,1 milhões na Eryal, posteriormente doado aos filhos, com manutenção de usufruto. A empresa, aberta em 2016, é proprietária de imóveis em São Paulo, Itu e Brasília.

(jovempan)




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