
Na madrugada desta segunda-feira (9), uma loja da operadora de telecomunicações Claro localizada na Avenida Alexandre Guimarães, no bairro Tancredo Neves, zona leste de Porto Velho, foi alvo de um ataque incendiário com uso de coquetel molotov, um artefato artesanal explosivo inflamável.
O que aconteceu
Segundo relatos de moradores e equipes que atenderam a ocorrência, dois homens se aproximaram do estabelecimento comercial e jogaram um coquetel molotov contra a fachada com a intenção de atingir o interior da loja. As chamas ficaram concentradas na área da porta de entrada e não se propagaram para o interior do imóvel.
O Corpo de Bombeiros foi acionado rapidamente e controlou o incêndio antes que prédios vizinhos fossem atingidos, evitando um prejuízo ainda maior. A Polícia Militar realizou patrulhamento na região, mas até o momento ninguém foi preso.
Investigação em andamento
Autoridades policiais indicam que esse ataque é mais um episódio de uma série de atentados contra empresas de telecomunicações e provedores de internet na capital rondoniense. O uso de coquetéis molotov contra esse tipo de estabelecimento vem sendo registrado com maior frequência nas últimas semanas.
A Polícia Civil solicitou perícia técnica para examinar os resíduos do artefato incendiário e determinar com mais precisão a dinâmica do atentado. As autoridades também apuram possíveis motivações por trás dos ataques, que podem variar desde disputas territoriais no mercado de serviços até ações ligadas ao crime organizado.
A sequência de ataques
Este incidente não é isolado. Entre os casos recentes registrados em Porto Velho estão:
- Tentativa de incêndio em um provedor de internet na zona leste, onde o artefato incendiário foi lançado contra a fachada de uma empresa e o fogo teve início na entrada, com moradores ajudando a conter as chamas.
- Suspeitos detidos pela Polícia Militar com coquetéis molotov preparados, possivelmente a caminho de um ataque similar, com indícios de orientação por grupos organizados.
- Um outro ataque com coquetéis molotov contra a fachada de um prédio da Brasil Digital no centro de Porto Velho, também sem vítimas, ocorrido em janeiro.
- Tentativa de incêndio fracassada em outra empresa de telecomunicações (Ólla Telecom) na mesma região.
Repercussão e segurança pública
Especialistas em segurança pública afirmam que, embora não tenha havido feridos neste ataque contra a loja da Claro, a série de atentados com artefatos inflamáveis representa um novo desafio para a segurança urbana em Porto Velho. O uso de coquetéis molotov, artefatos relativamente fáceis de confeccionar, eleva o risco de incêndios generalizados e pode comprometer a integridade de imóveis e vidas humanas.
A atuação conjunta entre forças de segurança e empresas privadas de tecnologia tem sido reforçada, com troca de informações e monitoramento para prevenir futuros atentados e identificar os responsáveis por essas ações criminosas.
Fonte: noticiastudoaqui.com