Regimento Interno impede nova análise de Jorge Messias ao STF em 2026



Regimento Interno impede nova análise de Jorge Messias ao STF em 2026

Regimento interno da Casa barra reapresentação de nomes rejeitados na mesma sessão legislativa; governo avalia alternativas após derrota do ministro da AGU no plenário

O Regimento Interno do Senado impede que o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, seja novamente analisado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) ainda em 2026. A restrição ocorre após a rejeição da indicação do ministro pelo plenário da Casa, que aprovou apenas 34 votos favoráveis à sua nomeação para a Corte.

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A vedação está prevista no Ato da Mesa nº 1 de 2010, que regulamenta o regimento do Senado. O texto determina que “é vedada a apreciação, na mesma sessão legislativa, de indicação de autoridade rejeitada pelo Senado Federal”. Na prática, isso impede que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reapresente o nome de Messias até o fim do atual ano legislativo.

Com isso, uma nova tentativa só poderia ocorrer a partir de fevereiro de 2027, quando começa outra sessão legislativa. Para isso, Lula precisaria vencer a eleição presidencial de 2026 e permanecer no comando do Palácio do Planalto para encaminhar novamente a indicação do titular da Advocacia-Geral da União.

Nos bastidores, aliados do governo afirmam que o líder petista considera a derrota de Messias resultado de uma articulação política liderada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Lula tem dito a interlocutores que a rejeição não representou um questionamento técnico ao nome do ministro, mas uma demonstração de força do comando da Casa diante do Executivo.

A vaga no STF permanece aberta desde a saída de Roberto Barroso, em outubro de 2025. Integrantes do Judiciário e da Procuradoria-Geral da República (PGR) avaliam que Messias reúne os requisitos necessários para ocupar a cadeira, embora reconheçam falhas na articulação política do governo durante a tramitação da indicação no Senado.

Enquanto decide se indicará outro nome ao Supremo, o Planalto vê a possibilidade de a Corte permanecer temporariamente com uma cadeira vaga.

(correio braziliense)








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