Caos em Cacoal: moradores da zona rural passam mais de 17 horas sem energia



Caos em Cacoal: moradores da zona rural passam mais de 17 horas sem energia

Redação, Porto Velho RO, 21 de setembro de 2026 - Uma comunidade inteira atravessou a noite no escuro após uma falha no fornecimento de energia na zona rural de Cacoal. Moradores da Linha 06, nos lotes 11 e 12 da região conhecida como “Seizinha”, ficaram por mais de 17 horas sem eletricidade, em um episódio que provocou revolta e voltou a expor as dificuldades enfrentadas por quem vive e produz longe do centro urbano.

Segundo relatos, a interrupção ocorreu no domingo (20) e avançou pela madrugada. A comunicação enviada aos consumidores indicava que a normalização aconteceria somente na manhã de segunda-feira (21), deixando famílias durante horas sem um serviço essencial.

O caso chama atenção porque, conforme os moradores, a ocorrência estaria relacionada ao desligamento de uma chave de fusível. A demora para restabelecer o fornecimento levantou questionamentos sobre o tempo de resposta e a estrutura de atendimento da concessionária nas comunidades rurais.

Para quem vive no campo, ficar horas sem energia vai muito além do desconforto. Geladeiras e freezers deixam de funcionar, bombas d’água podem parar, equipamentos utilizados na produção ficam inutilizados e alimentos podem ser perdidos. Em propriedades rurais, a eletricidade também é fundamental para atividades como ordenha, irrigação, armazenamento e comunicação.

A situação também reacende reclamações antigas de produtores rurais de Cacoal sobre interrupções prolongadas. Registros da Assembleia Legislativa de Rondônia já apontaram problemas semelhantes e os impactos provocados pela falta de energia em propriedades rurais.

O episódio deixa uma pergunta para a concessionária: por que uma comunidade rural precisou esperar mais de 17 horas para recuperar o fornecimento de energia?

A revolta dos moradores evidencia uma preocupação que vai além de um único apagão. Para famílias que vivem distantes da cidade, a demora no atendimento pode significar prejuízo financeiro, perda de alimentos, interrupção da produção e dificuldade até mesmo para acessar meios básicos de comunicação.

O caso também coloca em discussão a diferença entre os investimentos anunciados para modernização da rede elétrica e a realidade enfrentada por consumidores que dependem de atendimento rápido quando ocorre uma emergência.

Mais do que saber quando a energia volta, moradores querem explicações sobre o que provocou a demora, quais prejuízos podem ser reparados e o que será feito para evitar que uma nova falha deixe comunidades inteiras novamente abandonadas no escuro.

Fonte: noticiastudoaqui.com




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