O que tu faz com o envelhecimento?



 

Vamos consumir mais a copaíba genuinamente rondoniense, ou adquirir cápsulas em farmácia, com alterações químicas? Pagar mais caro o mesilato de dosasogina para tratamento de sintomas clínicos da hiperplasia prostática benigna, ou mudar de medicamento?

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Visitar uma grande rede de farmácias distribuidoras, ou optar pela Qualiervas da doutora Sumika? Deixar o barco seguir com incertezas de rumo, ou trocar a carne vermelha por peixe e galinha caipira, comprando diretamente em sitiantes? Emprestar algum dinheiro de sedutores bancos especializados, ou guardar pelo menos um terço do benefício mensal do INSS?

O envelhecimento tornou-se questão política e econômica relevante no mundo. É que a proporção e o número absoluto de idosos vêm crescendo em ritmo inédito, comenta o Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara dos Deputados, em estudo fenomenal. 

Tudo isso que falei diz respeito à sua vida após o benefício da aposentadoria. O assunto vem à tona, porque o Iperon experimentou na Capital e levará agora ao Interior, seus projetos de humanização para aposentadoria, ou seja, orientará física, psicológica e financeiramente aposentados estaduais (do Executivo, Legislativo e Judiciário) a participar de atividades diversas, notadamente, melhorias na nutrição, a fim de que tenham vida mais ativa.

Na minha compreensão, esse alardeado consumo de alguns medicamentos super químicos – sem descambar para a hipocondria – também cabe inteirinho no bojo das orientações do instituto. Um pitaco: o composto uxi com unha de gato, desconhecido pela maioria dos próprios rondonienses, é excelente anti-inflamatório natural.

Segundo o minucioso documento do Centro de Estudos e Debates, em 2012, só o Japão tinha mais de 30% de idosos; na segunda metade deste século, vários países da União Europeia, da América do Norte, o Chile, a China, a Rússia, a Coreia, o Irã, a Tailândia e o Vietnã chegarão lá. 

"A França teve quase 150 anos para adaptar-se a 20% de aumento populacional; o Brasil, a China e a Índia terão pouco mais de 20 anos para isso. Até 2050, a quantidade de idosos vai duplicar no planeta; no Brasil, irá triplicar", explica.

"Dois fatores concorrem para o envelhecimento acelerado das populações: de um lado, o aumento da esperança de vida (os idosos hoje vivem mais e os mais novos chegam melhor à velhice); de outro, o decréscimo nas taxas de fecundidade. As melhorias do saneamento básico, da indústria de medicamentos e das tecnologias médicas também contribuem para este resultado", descreve.

Mas viver mais não significa necessariamente viver bem, alerta o mesmo estudo. 

Se os anos adicionais forem vividos com boa disposição e saúde física e mental, trarão consigo um aumento do capital humano. Hoje, diz um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), “os 70 são os novos 60”. Entusiasmada jornalista nacional, adaptando a ideia para o Brasil, afirma: “Os 60 são os novos 40”.

O Brasil tem mais de 28 milhões de pessoas idosas, que representam 13% da população do País.

Assim caminhamos, já nos acostumando a ver na tela da TV ou em nossos telefones celulares: não obstante os desafios postos aos povos na contemporaneidade e as diferenciações nos processos de envelhecimento, introduzidas por fatores históricos, o mundo terá 2 bilhões de idosos em 2050. 

Nesse contexto, faz sentido a mensagem da OMS: “Envelhecer bem deve ser uma prioridade global”.

Viva a vida longeva dos que conseguem alcançá-la!

MONTEZUMA CRUZ
Com Getty Images



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