Redação, Porto Velho RO, 16 de maio de 2026 - A nova pesquisa do instituto Veritá sobre a corrida pelo Governo de Rondônia reforçou o cenário de forte predominância conservadora no Estado e evidenciou as dificuldades enfrentadas pelos grupos ligados à esquerda para se manter competitivos no debate eleitoral de 2026. Os números do levantamento mostram ampla vantagem do senador Marcos Rogério, que aparece com 42,5% das intenções de voto no cenário estimulado, consolidando-se como principal nome da disputa neste momento.
Atrás dele aparecem o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, com 22,2%, e o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, com 21,7%. Já o secretário nacional da Pesca e Aquicultura do governo federal, Expedito Netto, aparece com 10,3%, índice considerado baixo por analistas diante da visibilidade do cargo ocupado atualmente na estrutura do governo Lula.
Os números também mostram desempenho reduzido de outros nomes identificados com o campo progressista, como Luiz Teodoro, com 1,5%; Pedro Abib, com 1,1%; e Samuel Costa, com apenas 0,7%. Somados, os candidatos ligados à esquerda e ao campo progressista alcançam pouco mais de 13% das intenções de voto, percentual que evidencia a dificuldade histórica desse grupo político em consolidar espaço eleitoral em Rondônia.
Rejeição mínima, rejeição máxima

Além da baixa competitividade eleitoral, a pesquisa também revelou um dado considerado preocupante para setores governistas: o elevado índice de rejeição de Expedito Netto. Segundo o levantamento, o petista lidera a rejeição entre os pré-candidatos, com 55,5%, muito acima dos demais concorrentes. Na sequência aparecem Marcos Rogério, com 27,2%; Adailton Fúria, com 7,7%; e Hildon Chaves, com 4,0%.
O resultado reforça a leitura de que o eleitorado rondoniense permanece majoritariamente alinhado a pautas conservadoras e resistentes ao avanço do lulismo no Estado. Mesmo ocupando um cargo estratégico no governo federal, Expedito Netto ainda enfrenta dificuldades para transformar espaço institucional em capital político-eleitoral. A rejeição elevada também sugere desgaste associado à polarização ideológica nacional e à forte resistência ao PT em Rondônia.
Já no campo da direita e do centro-direita, a disputa segue aberta pela vaga no eventual segundo turno. Marcos Rogério mantém vantagem confortável, mas a consolidação de apoios regionais poderá influenciar diretamente o desempenho de candidatos como Adailton Fúria e Hildon Chaves nos próximos meses. A eventual participação do prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, na composição de alianças também é vista como fator importante, especialmente pelo peso eleitoral da capital.
Analistas políticos avaliam que o cenário ainda pode sofrer mudanças com o avanço da pré-campanha, alianças partidárias, exposição nas redes sociais e entrada efetiva das estruturas de campanha. Ainda assim, os números atuais revelam um quadro de forte polarização ideológica, desgaste da esquerda no Estado e consolidação de candidaturas ligadas ao eleitorado conservador rondoniense.
Fonte: noticiastudoaqui.com