Senador aposta no discurso de transparência para tentar virar o jogo nas redes sociais
Diante do cenário adverso, partiu do próprio Flávio Bolsonaro a decisão de não recuar. Contrariando recomendações internas de parte da campanha, que sugeriu mais cautela. Mas o político optou por uma postura agressiva, expondo-se diretamente aos questionamentos da imprensa e do público.
Quarenta e oito horas após o início do embate, os números internos da campanha apontam que a tática de enfrentamento funcionou. O monitoramento mais recente indica que mais da metade das menções nas redes sociais é positiva.
Integrantes da campanha avaliam que a base de apoiadores absorveu e passou a replicar o argumento central da defesa: de que manter relações, contatos ou solicitar patrocínio a empresas privadas não configura nenhuma ilegalidade.
No front jurídico, a equipe de campanha demonstra otimismo quanto aos desdobramentos de eventuais investigações sobre o uso do dinheiro. O sentimento se baseia nas regras de conformidade internacional, o compliance.
Interlocutores da campanha afirmam que o rigor norte-americano é severo o suficiente para inviabilizar qualquer tipo de fraude, o que, na visão do comitê, isenta o candidato de riscos legais futuros.
(R7)