Chefe de quadrilha de roubo de cargas atuava na encomenda de crimes e venda de peças



Um dos chefes de uma quadrilha especializada em roubo de cargas, preso nesta segunda-feira (24) durante uma operação em quatro estados do Brasil para desmontar o grupo, atuava em duas frentes: na "encomenda" dos crimes, com modelos específicos dos caminhões, e na comercialização de peças aos receptadores após desmanche. A informação é do delegado chefe da Polícia Federal (PF) em Campinas, Edson Geraldo de Souza.

"Ele atuava em toda a articulação. Era responsável pela demanda na linha de frente e pela comercialização final. Por isso, o maior lucro da organização criminosa ficava com ele", explicou o delegado.

O chefe preso nesta segunda-feira foi identificado como Fabrício Pimentel Azevedo Silva. O g1 tenta encontrar a defesa dele. Ainda segundo Edson Geraldo de Souza, a organização criminosa tinha dois comandantes, sendo que o outro já havia sido preso em operações anteriores, assim como outros integrantes da quadrilha.

A operação terminou de desmantelar o grupo especializado em roubo violento de cargas e caminhões, além de desmanche, receptação e lavagem de dinheiro. 17 pessoas foram presas no total. De acordo com a investigação, os chefes tinham "padrão luxuoso de vida". Na casa de Fabrício, em Jandira (SP), uma Ferrari e R$ 534,8 mil em dinheiro foram apreendidos.

No total, foram expedidos 17 mandados de prisão temporária e 24 de busca e apreensão em municípios de São PauloParaná, Rondônia e Rio Grande do Sul [veja abaixo]. Pelo menos 110 policiais federais e 100 policiais militares estavam envolvidos na força-tarefa. A Justiça autorizou, ainda, o sequestro de bens e valores ligados à organização criminosa que totalizam R$ 70 milhões - valor movimentado pelos criminosos.

A investigação, conduzida por um grupo especializado de repressão a roubo de cargas da Delegacia da Polícia Federal de Campinas, começou após em 2023 após um assalto em Cajamar (SP).

 

fonte g1



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