
Para o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Partido Novo à Presidência da República, Romeu Zema, o Supremo Tribunal Federal tornou-se um “Supremo Balcão de Negócios” e é responsável por causar crises no Brasil. Os ministros da Corte Dias Toffoli e Alexandre de Moraes teriam se associado ao banco Master, de Daniel Vorcaro, para enriquecer, disse ele.
“Nós temos ali dois ministros que sabemos nitidamente que se associaram com o maior criminoso do Brasil, que é o fundador e controlador do Banco Master. Foram tomar uísque juntos, voaram no jatinho, tiveram festas, reuniões, eram íntimos, vamos deixar bem claro”, diz ele.
Para Zema, Toffoli e Moraes deveriam não apenas sofrer impeachment, como também ser investigados e, eventualmente, presos.
Se em outros momentos o STF ajudou a atenuar crises, agora a Corte se tornou causadora de problemas, diz o empresário de 62 anos, natural de Araxá (MG).
“Quem antes era bombeiro para apagar incêndio agora se transformou em incendiário. Está colocando a nossa República e as nossas instituições em risco”, disse ele, em entrevista ao Metrópoles.
“Está muito claro que essa crise que o Brasil está vivendo foi causada dentro do Supremo, foi causada também pelas indicações desses ministros do Supremo. Indicações totalmente inadequadas”, disse ele.
Nos últimos dias, o pré-candidato se tornou alvo de críticas do ministro Gilmar Mendes, do STF. O ministro pediu a inclusão de Zema no chamado “inquérito das fake news”, criado originalmente para investigar ameaças aos ministros, por conta de uma série de vídeos satíricos do pré-candidato do Novo nas redes.