Condenado a 10 anos no fechado, por tortura em vídeos, “Pânico da Leste” segue solto em Porto Velho



Mesmo condenado por três crimes de tortura registrados em vídeo, um homem conhecido como “Pânico da Leste” continua em liberdade em Porto Velho após decisão da Justiça que permitiu ao réu recorrer fora da prisão. A condenação foi mantida recentemente pelo Tribunal de Justiça de Rondônia, que reduziu a pena de 13 anos para 10 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado.

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Segundo o processo, as investigações apontaram que o acusado participava de sessões de espancamento chamadas de “correção” ou “castigo”, supostamente ligadas à atuação de facção criminosa em Porto Velho. Os vídeos anexados ao processo mostram agressões praticadas com pedaços de madeira contra vítimas acusadas de envolvimento em conflitos relacionados ao tráfico de drogas.

De acordo com a sentença, o réu chegou a fazer referências ao Comando Vermelho durante as gravações, além de mencionar possuir “anos de camisa”, expressão frequentemente associada à hierarquia dentro de organizações criminosas. Apesar disso, ele negou participação na facção e alegou que os vídeos seriam provas irregulares. A defesa questionou a cadeia de custódia das imagens e afirmou que os arquivos não teriam passado por perícia técnica.

O juiz do caso, no entanto, considerou que os vídeos, relatórios policiais e depoimentos reunidos durante a investigação eram suficientes para comprovar os crimes. Ainda assim, como o acusado respondeu ao processo em liberdade e não houve prisão em flagrante, a Justiça manteve o entendimento de que ele pode aguardar o trânsito em julgado fora do sistema prisional.

O caso reacende o debate sobre a sensação de impunidade diante da violência urbana e da atuação das facções criminosas em Rondônia, especialmente em bairros da zona Leste de Porto Velho, frequentemente citados em ocorrências ligadas ao tráfico, “tribunais do crime” e torturas praticadas por grupos criminosos.

Fonte: noticiastudoaqui.com



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