
Redação, Porto Velho RO, 27 de abril de 2026 - O advogado-geral da União, Jorge Messias, chega à sabatina no Senado com um cenário politicamente favorável, mas ainda sensível. Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Supremo Tribunal Federal (STF), ele já soma 15 votos declarados na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) — número suficiente para garantir a aprovação no colegiado, ainda que com margem mínima.
A composição recente da comissão, com a entrada de senadores alinhados ao governo, foi decisiva para consolidar essa maioria. O placar, porém, segue considerado apertado, indicando que a votação ainda exige articulação política intensa para evitar surpresas.
Nos bastidores, o Palácio do Planalto atua para ampliar a vantagem. Às vésperas da sabatina, Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, para alinhar estratégias e consolidar apoio entre parlamentares indecisos. O movimento evidencia preocupação em garantir não apenas a aprovação na CCJ, mas também no plenário, onde são necessários ao menos 41 votos.
Apesar da vantagem inicial, o ambiente político ainda apresenta incertezas. Parte da oposição já se posicionou contra a indicação, enquanto senadores independentes avaliam o voto. O próprio governo reconhece que a etapa da CCJ é apenas o primeiro teste de força política — a votação final no plenário tende a ser mais complexa.
Levantamentos recentes indicam que Messias pode contar com apoio mais amplo no Senado, chegando a cerca de 47 votos favoráveis, o que, se confirmado, garantiria sua aprovação final. Ainda assim, o número depende de negociações em curso e pode oscilar até o momento da votação.
A indicação ocorre em meio a um cenário de forte polarização política e pressão sobre o governo, que busca fortalecer sua base no Congresso. A sabatina, marcada para esta semana, será decisiva não apenas para o futuro de Messias no STF, mas também para medir a capacidade de articulação do Executivo junto ao Senado.
Fonte: noticiastudoaqui.com