GOVERNO X SINGEPERON. QUEM GANHA?



O Governo resiste ...    e o sindicato não cede

A luta entre o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado de Rondônia-SINGEPERON e o governo do estado através da Secretaria de Estado da Justiça-Sejus, com intermediação da Assembleia Legislativa, entra a temporada momesca com tudo como dantes: Operação Padrão dos agentes e Intervenção Militar do governo ns unidades prisionais.

Na verdade, virou uma queda de braço. A categoria está fortalecida politicamente. Afinal, esse sindicato, surpreendentemente, vem elegendo deputados e a pasta do executivo que congrega estes servidores, a Sejus, acabou de gerar um governador.

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Já que todos são peixes da mesma lagoa, por que o entendimento é tão difícil? A Resposta é: porque estão nos lados opostos do balcão de interesses. O sindicato quer arrancar mais benefícios para seus associados e o governo, que não nutre simpatia pela categoria, nega e dá suas razões.

Lembremos que o governador não contava com a boa vontade da maioria dos servidores da pasta quando dirigia a Sejus. Tanto que, na campanha política ao governo, esta categoria apoiou o adversário e fez forte oposição ao vencedor.

Mas há de se reconhecer que vivemos um momento econômico que não permite que o governo vá abrindo as pernas e o cofre do estado. Se fizer por um, vai ter que fazer por outros. E o teto de gastos com pessoal está batendo na cabeça do governador.

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É a Lei de Responsabilidade Fiscal quem dita as regras. Muitos que a desafiaram se deram mal. Alguns perderam mandato, outros ficaram inelegíveis e alguns estão na cadeia.

O equilíbrio das contas públicas do governo de Rondônia, tão decantadas, vive no fio da navalha. Um deslize, por menor que seja, afundará o barco e a garantia de receber salários, certinho antes do final de cada mês, vai para o brejo.

No próximo dia 11, após o Carnaval, a área econômica do governo, o sindicato e a Assembleia voltam a se reunir. Está agendado, marcado. Mas já há uma decisão concordante: para dar alguma coisa, outra vai ter que sair.

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Para pagar o alinhamento reclamado, e garantir um contracheque substancioso e sem risco de perdas, o Sindicato está disposto a abrir mão de velhas bandeiras conquistadas após tantas lutas.

Redução de horas extras, diárias, devolução de servidores cedidos, mudança na escala de trabalho, regionalização de unidades, dentre outras ações estão sendo oferecidas ao governo para economizar recursos, no orçamento da Sejus, na ordem de R$ 47 milhões necessários ao realinhamento.

Para ajudar, já existe a oferta de R$ 2,5 milhões de reais em emendas parlamentares por parte dos deputados interessados em pôr fim à dissidia.

Restam, portanto, dois problemas a serem resolvidos no dia 11. O primeiro é que a despesa do realinhamento é mensal, permanente, e as ofertas de emendas são uma única vez. E depois?

O segundo problema é de caráter político: se der para um vai ser difícil negar para o outro. Ou segura a onda, ou encara a fila.

E só para lembrar: o governo acabou de pedir autorização da Assembleia Legislatva para tomar emprestado 30 milhões de dólares para fazer investimentos. Por que? Porque o governo não tem dinheiro para investir. 

Fonte: Noticiastudoaqui.com



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