Preocupado com fechamento de empresa de exportação de couro, deputado Crispin intervém junto ao Governo



Rondônia deixa de arrecadar e a fila do desemprego cresce cada vez mais

Preocupado com o possível fechamento de uma empresa especializada na preparação de subprodutos do boi e exportação do couro animal em Ji-Paraná, na próxima semana, o deputado estadual Ismael Crispin (PSB) manteve reunião na manhã desta quinta-feira (21) com o secretário de Finanças do Estado, Luís Fernando Pereira, para tratar sobre a burocracia que ronda o setor e definir formas de melhorar e facilitar a exportação do produto. 

Crispin destaca que sendo um dos principais subprodutos do abate de bovinos, o couro animal é sem sombra de dúvidas um dos grandes geradores de receita para o frigorífico, e que o setor precisa ser valorizado. 

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Segundo o deputado, Rondônia conta apenas com duas grandes empresas que compram de frigoríficos e abatedouros dos 52 municípios e exportam o couro, porém, uma dessas empresas, a SEBO Industria e Comércio de Produtos Animais, que atua na preparação e exportação do produto, declarou que vai fechar as portas na próxima semana. O motivo seria a falta de incentivo para o setor. 

De acordo com o empresário Renato Colombo, atualmente as empresas têm junto ao Governo créditos do ICMS, que podem ser aproveitados na compra de sal e de produtos químicos para o tratamento do couro, porém, a empresa é multada quando o couro é levado para o acabamento final no Rio Grande do Sul. 

“A multa é decorrente do envio desse couro para fora de Rondônia.  A Secretaria de Finanças entende que esse produto não pode sair de Estado apenas nesta fase chamada de “wet blue”, e aplica multas por irregularidade. Mas, não temos como finalizar essa produção aqui e nem podemos utilizar os créditos existentes para pagar essa conta”, destacou o empresário. 

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Segundo Renato, desse estágio em diante o acabamento do couro é feito na matriz no Sul. Por conta do envio, a empresa já recebeu duas multas de R$ 34 mil cada uma. “Não temos como manter as portas abertas, sabendo que seremos multados e sequer podemos usar nossos créditos para saldar a dívida junto a Sefin. Somos obrigados a parar de trabalhar e demitir”, lamentou. 

O deputado Crispin propôs ao secretário de Finanças que essas contas de débito e crédito das empresas, sejam analisadas conjuntamente, para haver um desconto, em caso de multas. “Nossos empresários são multados, pagam os valores, mesmo tendo crédito junto ao Governo. Precisamos desse encontro de contas para facilitar o processo de exportação do couro, pois os investimentos são altos e os incentivos quase zero”, pontuou Crispin. 

O secretário Luís Fernando Pereira afirmou que vai solicitar o processo junto a Sefin de Ji-Paraná, para uma análise rápida e aprofundada sobre esse problema. Segundo ele, o Estado tem total interesse em permitir a atuação das empresas e facilitar essa saída do couro para a finalização do produto no Rio Grande do Sul. 

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O parlamentar lamentou a decisão do empresário em fechar as portas, “pois Rondônia deixa de arrecadar e a fila do desemprego cresce cada vez mais".

Texto: Eláine Maia - DECOM/ALE

Foto: Assessoria

  


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