Nunca na história do Estado de Rondônia houve um governador que nada tenha feito nos seus primeiros 100 dias. Até chegar ao governador Marcos José Rocha com a marca, inédita, de 0 realização no período mais propício do mandato de 4 anos.
Esse período é a chamada ‘lua de mel do governante com o povo”. Tempo em que tudo o que ele fizer, recebe aplauso. Mesmo quando erra, é perdoado.
O eleitor sabe que ele tentou acertar e que está ajustando o ritmo para aumentar a velocidade de suas ações.
E isto é muito sério, faz parte dos costumes e das tradições da política brasileira, de Norte a Sul.
O comum e correto, é o governante no dia da sua posse, apresentar à sociedade, um plano de governo contendo as primeiras e mais importantes ações, as prioridades das prioridades, a serem executadas nos primeiros 100 dias.
Normalmente, são frutos de promessas de campanhas de maior impacto junto ao eleitorado. “No meu primeiro dia, vou acabar com ...” e no primeiro mês fazer vou construir ...”
O governador Marcos Rocha quebrou o costume, a tradição e nos apresentou à ‘nova política’: a de não fazer nada.
A de nem sequer se sentir na obrigação de dá explicações a quem lhe deu o inesperado e (agora vemos) imerecido mandato: o eleitor.
E, para completar, enfrenta, aos 93 dias de mandato, o 1º pedido de impeachment protocolado na Assembleia Legislativa do Estado.
Este é o segundo fato inédito. Nele, o advogado Caetano Neto o acusa de irregularidades administrativas que afrontam as constituições federal e estadual.
É como no jogo de futebol: quem não faz gool, toma. O coronel não fez, já está levando. E olha que a peça jurídica está bem fundamentada, segundo vários juristas.
O presidente Laerte vai acolher o pedido? E, se acolher, o plenário aprovará o afastamento do governador bolsonarista? Poucos acreditam nisso.
Nós não acreditamos. Mas que a pulga está posta bem na orelha do coronel governador, isto está. E incomoda e obriga o peão a se mexer.
Tanto que Rocha, para mostrar força, anuncia a vinda nos próximos dias em Rondônia, de ninguém menos que o famoso Sérgio Moro, todo poderoso ministro da justiça e da segurança da República, para comemorar ato solene dos 100 dias.
Mesmo que não derrube Rocha, Caetano está prestando um grande serviço aos deputados da Assembleia Legislativa.
Para quem execra a ‘velha política’ e anuncia o tempo todo a ‘nova política’, o governador está prestes a enfiar o pé na jaca da velha prática do ‘toma-lá-dá-cá’ para sobreviver.
Ou será que há alguém capaz de acreditar que exista deputado que vote rejeitando o pedido de impeachment contra o governador em troca de nada? Hã!!!
Fonte: noticiastudoaqui.com