Quem é Rodolfo Hernández, candidato da direita na Colômbia que surpreendeu na reta final e vai ao 2º turno nas eleições à presidência



 

Rodolfo Hernández é o candidato de direita no segundo turno das eleições presidenciais da Colômbia. Ele chegou à disputa após surpreender e crescer nas pesquisas na reta final, contabilizando 27,9% dos votos, contra 40,4% do esquerdista Gustavo Petro.

O empresário de 77 anos já foi prefeito da cidade de Bucaramanga, no nordeste do país e foi comparado a Donald Trump. Ele é apoiado por Íngrid Betancourt, política que foi sequestrada pelas Farc, que desistiu da candidatura a uma semana da votação. Leia mais abaixo sobre o apoio de Íngrid e sobre as polêmicas em que Hernandez esteve envolvido (vídeo).

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Ele se lançou na candidatura para a presidência com um discurso anticorrupção. Dá a entender que já possui bastante dinheiro e que não precisaria roubar do povo por meio do desvio de verbas.

Quem é Rodolfo Hernández?

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Nascido em 1945 na cidade de Piedecuesta, no norte da Colômbia, Hernández é um empresário e político.

Ele construiu sua fortuna através da construção civil, principalmente vendendo moradias em um dos períodos mais críticos da economia da Colômbia.

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Sua família foi responsável pela criação de uma espécie de programa de financiamento em que a pessoa que aderisse pagava as parcelas diretamente para Hernández.

Ele entrou na política como um "outsider", uma pessoa ausente do meio político que chegaria para mudar os sistema.

Escândalos, agressões e investigações

Alguns escândalos com o nome de Hernández fizeram com que ele fosse investigado pela Procuradoria-geral da Colômbia. Em um levantamento de 2019, o empresário tinha 34 processos em aberto.

Em 2018, quando ainda era prefeito de Bucaramanga, Hernández agrediu um vereador na frente das câmeras. Segundo ele, Jhon Claro não o deixava falar e se comportava como em uma "ditadura". Na ocasião, o atual candidato à presidência se levantou, bateu na cabeça do vereador e disse algumas palavras inaudíveis na gravação.

Após uma investigação chefiada pela Procuradoria-geral, Hernández foi afastado por 3 meses e teve que pagar uma multa de 95 milhões de pesos, cerca de R$ 113 mil.

Na polêmica mais conhecida do candidato, ele disse ao vivo em entrevista à rádio RCN que era adorador de Adolf Hitler.

"Sou seguidor de um grande pensador alemão. Seu nome é Adolf Hitler", disse Hernández em 2016.

Em 2021 quando deu início à sua candidatura, disse que cometeu um engano e que queria citar o físico Albert Einstein.

Apoio de Íngrid Betancourt

 

Importante personagem política na ColômbiaÍngrid Betancourt, abdicou de sua candidatura à presidência e pediu que seus eleitores apoiassem Hernández.

Esse movimento foi um dos primeiros a impulsionar o aumento da popularidade e da intenção de voto do empresário.

Íngrid Betancourt é uma ex-refém da guerrilha armada colombiana. Na ocasião, ela fazia manifestações políticas, em 2002, quando foi sequestrada e mantida em cativeiro. Sua libertação só aconteceu em 2008.

Processos de corrupção

Apesar de sustentar o discurso de anticorrupção, Hernández tem contra si um processo aberto para investigar possível desvio de dinheiro.

O caso, conhecido como Vitalogic, analisa irregularidades no contrato feito para “implementar novas tecnologias de gestão de resíduos no aterro de El Carrasco”.

Hernández se defende dizendo que nenhum peso (moeda local) foi desviado. Em abril deste ano, em audiência de instrução do julgamento, Hernández não aceitou acusações como falsidade ideológica, contrato sem cumprimento de requisitos legais e interesse indevido em celebrar contratos, segundo o Ministério Público.

A investigação segue em aberto.

Política pró-drogas

Hernández já demonstrou interesse em ajudar no processo de legalização da maconha no país. Segundo ele, a Colômbia tem a melhor do mundo e essa produção pode se tornar uma grande fonte de empregos e renda.

Segundo ele, se o país mantiver o desenvolvimento da situação, a cocaína logo chegará ao mesmo ponto.

Apoiadores

 

Um costume dos apoiadores de Hernández é se vestirem com camisas da seleção colombiana de futebol.

Por outro lado, Hernández é defensor de dissolver a federação nacional do esporte, já que, segundo ele, a entidade é um “circo cheio de ladrões e canalhas”.

“Vou descobrir o que precisa ser feito para se livrar de todos esses dirigentes que estragam o que é bom e traem os interesses da torcida”, afirmou em entrevista no início de maio ao canal “Marca Claro”.

(G1)

 



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