Sem votos, PL das fake news não irá a plenário nesta 3ª, diz Lira



Presidente da Câmara afirma que terá reunião com líderes partidários para saber estimativa do placar da proposta

 
Notícias no WhatsApp
Receba as notícias de Porto Velho e Rondônia no seu celular.
Entrar no grupo

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse nesta 3ª feira (2.mai.2023) que não pautará a votação do projeto de lei das fake news (PL 2.630, de 2020), caso a proposta não tenha votos suficientes para ser aprovada. Ele declarou que terá reunião com líderes partidários para saber a estimativa de votos que o texto receberá. 

​​​​​​“Eu vou pegar o levantamento das lideranças partidárias agora. Eu não tenho ainda uma realidade de votos. Eles ficaram de conversar com seus deputados e deputadas […] Se tiver [votos suficientes] é claro que vota. Se não tiver, o meu intuito é que não vote hoje“, disse a jornalistas na chegada à Câmara dos Deputados.

Lira também negou que adiar a análise da proposta “enterre” o texto de vez e acabe com as chances de ser aprovado. “O que enterra é a derrota [em plenário], afirmou. O presidente da Câmara é favor do projeto, mas reconheceu que o texto é “polêmico”.

A previsão era que o PL das fake news fosse votado nesta 3ª feira e consta na pauta do plenário, mas sua apreciação se tornou incerta ante a forte pressão e críticas da oposição, de bancadas religiosas e de plataformas digitais.

Mais cedo nesta 3ª feira, Lira se reuniu com líderes e com o relator do texto, deputado Orlando Silva (PC do B-SP). Na saída do encontro, Orlando afirmou que a maioria dos líderes de bancadas era a favor de votar o texto.

Na semana passada, os deputados aprovaram o requerimento de urgência do projeto. Com a medida, a proposta pode ser votada diretamente em plenário sem passar pelas comissões temáticas. 

A proposta estabelece punições para quem dissemina informações falsas e cria regras para aumentar a transparência de plataformas digitais como Google, Meta, Twitter e TikTok.

O texto determina regras para o uso de redes sociais por autoridades públicas; estende a imunidade parlamentar nas redes sociais para congressistas e autoridades públicas; e estipula que empresas jornalísticas sejam remuneradas pela plataforma por conteúdo publicado na internet.

(Poder360)



Noticias da Semana

Veja +