Permanência de Marcos Rocha pode enterrar planos eleitorais de outras pessoas em Rondônia



Redação, Porto Velho RO, 04 de janeiro de 2026 - A poucos meses do prazo decisivo do calendário eleitoral, os bastidores da política rondoniense fervilham com especulações e análises sobre o futuro de projetos que, ao que tudo indica, podem não sair do papel. Caso o governador Marcos Rocha permaneça no cargo até o dia 5 de abril, algumas articulações que vinham sendo desenhadas nos corredores do poder estarão definitivamente sepultadas.

Entre os projetos mais comentados estão os da primeira-dama, Luana Rocha, e do secretário estadual de Trânsito, Sandro Rocha, irmão do governador. Conforme relatos recorrentes nos meios políticos, Luana Rocha vinha sendo estimulada a disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, enquanto Sandro Rocha estaria mirando uma cadeira na Assembleia Legislativa de Rondônia. No entanto, ambos esbarram em um obstáculo constitucional difícil de contornar: o artigo 14 da Constituição Federal, que veda a candidatura de parentes até o terceiro grau do chefe do Poder Executivo, caso este permaneça no cargo.

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Com isso, a eventual permanência de Marcos Rocha no Palácio Rio Madeira até o limite legal praticamente inviabiliza essas pretensões, colocando um ponto final em dois projetos considerados estratégicos por aliados mais próximos do governador.

Outro nome que também surge como politicamente fragilizado nesse cenário é o do vice-governador. Embora não tenha qualquer grau de parentesco com Marcos Rocha, suas chances de disputar e vencer uma eleição ao governo sem o controle da máquina administrativa estadual são vistas como mínimas por analistas políticos. Com o apoio explícito do governador, o cenário seria completamente diferente, já que o aval garantiria estrutura, visibilidade e o peso político do governo. Contudo, o desgaste público e a relação estremecida entre os dois indicam que esse apoio dificilmente viria.

Apesar disso, como costuma ocorrer na política, nada pode ser considerado absolutamente definitivo. Há quem aposte que o clima ainda pode mudar, embora o distanciamento e os sinais de rompimento sejam cada vez mais visíveis.

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Nos bastidores, também não se descarta a hipótese de uma pressão mais intensa da primeira-dama para que Marcos Rocha deixe o cargo dentro do prazo legal, abrindo caminho para que ela dispute as eleições. Enquanto a influência de Sandro Rocha é vista como limitada nesse aspecto, interlocutores admitem que a pressão doméstica pode ter um peso decisivo nas escolhas do governador.

Diante de tantas variáveis, o cenário permanece indefinido. Até lá, a política rondoniense segue em compasso de espera, com os olhos atentos às movimentações que devem se intensificar até os primeiros dias de abril.

Fonte: noticiastudoaqui.com

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